20 de maio de 2022   |   15:10  |  

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Variante Ômicron é predominante nos casos confirmados de Covid no Acre, aponta relatório

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A Ômicron já responde por quase todos os resultados positivos de Covid-19 no estado do Acre. É o que mostra um boletim de vigilância epidemiológica divulgado pela Rede Corona-ômica, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.

O estudo analisou 25 amostras positivas para Covid-19 do estado acreano entre 1º de novembro de 2021 e 6 de janeiro de 2022, e os dados indicam que no mês de janeiro a variante já representa 100% dos testes positivos de coronavírus no Acre.

Em janeiro foram analisados sete casos positivos de Covid-19, sendo que um deles deu que se tratava da Ômicron. Em dezembro, do total de 16 casos analisados, dois deram positivo para a variante. Já no mês de janeiro, os dois casos analisados de Covid indicaram que era a Ômicron.

Saúde estadual não tem casos confirmados

Apesar dos dados da pesquisa, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) e a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Branco afirmam que ainda não há confirmação oficial de casos de Ômicron no estado e na capital.

Segundo a secretária de Saúde do Acre, Paula Mariano, as amostras enviadas para análise no laboratório Evandro Chagas, no Pará, ainda não tiveram resultado informado. A mesma informação foi dada pela coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Rio Branco, Socorro Martins.

Secretária Paula Mariano diz que resultados de testes não chegaram ao estado, mas que equipes de saúde já consideram Ômicron  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Secretária Paula Mariano diz que resultados de testes não chegaram ao estado, mas que equipes de saúde já consideram Ômicron — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Porém, Paula Mariano diz que a Sesacre já considera um cenário com a variante.

“O Ministério da Saúde nos mandou uns kits que sugerem qual é a variante e, em cima dessas análises, a gente separa as amostras e manda para o Instituto Evandro Chagas e o Instituto dá o retorno pra gente. Até o momento, desses que a gente avaliou, nenhum foi sugestivo de Ômicron e a gente ainda não obteve resposta do Instituto. Estamos no aguardo, mas o comportamento que a gente vem vivenciando na pandemia já nos faz pensar que é a Ômicron”, disse a secretária.

Paula explicou ainda que só é possível detectar a variante Ômicron no caso dos testes RT-PCR e que o aumento expressivo de casos de infecção no estado está sendo constatado, em sua grande maioria, por meio de testes rápidos.

“Podemos observar com o avanço da vacinação e a chegada dessa nova variante que são sintomas leves, onde está se complicando são em pacientes não vacinados. Os sintomas leves são: dor de cabeça, garganta arranhando, sintoma como se fosse gripal de via superior. Estamos vendo o cenário de propagação rápida, mas de casos leves em pessoas vacinadas.”

Em análise epidemiológica, a secretária diz que a previsão é que o pior momento deve ocorrer na segunda quinzena de fevereiro. Por isso, ela ressalta a importância da vacinação e das demais medidas de prevenção.

A secretária afirmou ainda que as pessoas que tem imunossupressão já podem procurar a quarta dose.

“Pedimos que evitem aglomeração, usem de máscara, façam a lavagem de mão, e tomem a vacina. Esses cuidados que a gente tem que ter. Precisamos da ajuda da população para aumentar a imunização e sairmos dessa pandemia”, concluiu.

Ômicron responde por quase todos os resultados positivos de Covid no Brasil

‘Maior poder de infecção’, diz especialista

A infectologista Gabriela Cordeiro de Carvalho afirma que o atual cenário de aumento de casos de Covid-19 em todo país mostra que a variante Ômicron tem um maior “poder de infecção”.

“Temos visto que é uma variante com poder de infecção maior e que os sintomas têm se manifestado muito parecidos com um quadro respiratório, uma infecção viral como gripe e Influenza e isso acaba prejudicando um pouco. Isso porque muitos pacientes estão infectados e acham que é só uma gripe. Então, não buscam fazer o exame e não fazem o isolamento de forma correta e aí vai só piorando o quadro de infecção, com maior contaminação”, afirmou.

A especialista também ressalta a importância da vacinação. “Sempre batemos na tecla de que a vacina previne a forma grave da doença. Temos visto um grande número de casos de pacientes infectados e uma boa parte desses pacientes evoluindo de forma muito leve. O que não aconteceu no cenário da primeira e nem da segunda onda. Então, com certeza, a gente atribui isso à vacinação.”

A orientação em caso de apresentação de sintomas como problemas respiratórios, diarreia, dor no corpo, dor de cabeça, segundo a infectologista, é fazer o isolamento e aguardar, ao menos, três dias para fazer o teste de Covid-19.

Via-G1

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