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Um mês após enchente do Rio Acre, 20 cachorros aguardam donos em canil da capital

Animais deveriam ter sido resgatados pelos donos após enchente em Rio Branco, mas foram deixados no canil. Coordenação do Centro de Zoonoses disse que alguns moradores afirmaram não ter condições de continuar com os animais.

Cerca de 20 cachorros deixados no Canil do Centro de Controle de Zooneses de Rio Branco durante a enchente do Rio Acre, que atingiu mais de 13 mil pessoas em Rio Branco no mês de fevereiro, não foram retirados pelas famílias. Os animais deveriam ficar no canil somente enquanto os donos estivessem desabrigados pela cheia.

As águas do manancial baixaram, as famílias já retornaram para causa, mas os animais não foram resgatados pelos proprietários. A coordenação do Centro de Controle de Zooneses explicou que foram achados ainda três gatinhos nos bairros alagados.

A cheia do Rio Acre deixou 129 famílias desalojadas e outras 75 desabrigadas na capital acreana. No dia 22 de fevereiro, o governador Gladson Cameli decretou calamidade pública em dez cidades do Acre. No mesmo dia, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o estado de calamidade nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

Animais deveriam ser retirados do canil após águas do rio baixar e moradores voltarem para casa — Foto: Arquivo/Dircom

Animais deveriam ser retirados do canil após águas do rio baixar e moradores voltarem para casa — Foto: Arquivo/Dircom

No início do mês de fevereiro, ONG Associação Patinha Carente denunciou que muitas famílias estavam saindo das casas e deixando os animais de estimação para trás.

“Colocamos para a adoção porque estavam sem expectativa [dos donos voltaram]. Conseguimos contatar a família de alguns, mas não querem mais, não têm mais condições financeiras de ficar com ele. Muitas dessas famílias nem retornaram direto para seus lares, saíram dos abrigos, mas estão em outras casas. Praticamente, esse povo perdeu tudo, ficou sem condições, não podemos nem julgar”, explicou a coordenadora do centro, Ângela Fortes.

Animais esperam por adoação após serem deixados pelos donos no canil  — Foto: Arquivo/Dircom

Animais esperam por adoação após serem deixados pelos donos no canil — Foto: Arquivo/Dircom

Adoação

Além dos cachorros, há ainda alguns gatos deixados para trás na enchente para adoção. Ao todo, o canil tem cerca de 170 animais prontos para adoção, sendo que 150 já estavam no abrigo antes da alagação.

Para adotar, basta entrar em contato com o Centro de Zoonoses ou ir até o canil, que fica Rodovia AC-40 km 09, Ramal do Benfica, em Rio Branco.

“Alguns gatinhos foram deixados para trás na enchente, três continuam lá. Temos uma política de vacinar e castrar, porque quando a pessoa vai fazer a adoção do animal já entregamos hábitos para não reproduzir e com a carteirinha de vacinação”, complementou.

Assim como outros setores, a coordenadora falou que o Centro de Zoonoses também enfrenta um momento crítico devido à pandemia. Algumas atividades e atendimentos tiveram que ser suspenso e é feito o rodízio de servidores para evitar a proliferação da Covid-19.

“Estamos com pouco funcionários, tem alguns afastados e outros estamos fazendo rodízio. Então, aqueles que a gente puder já vamos castrar e colocar para a adoção, mas se a pessoa quiser levar e depois pode trazer para a gente castrar”, concluiu.

Via: G1

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Redação Juruá Online

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