7 de agosto de 2022   |   13:48  |  

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Três pessoas dão entrada em UPA de Rio Branco com sintomas de varíola dos macacos

Os pacientes são venezuelanos. Se trata de um casal e uma criança (pai, mãe e filho). O pequeno apresentou as lesões na pele.

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Três pessoas com sintomas suspeitos de monkeypox, mais conhecida como varíola dos macacos, deram entrada na Unidade de Pronto Atendimento (Upa) da Sobral, nessa sexta-feira (29).

A informação foi confirmada pela assessoria de comunicação da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre).

Os pacientes são venezuelanos. Se trata de um casal e uma criança (pai, mãe e filho). O pequeno apresentou as lesões na pele.

“Eles foram fazer o exame para descartar qualquer possibilidade. Apenas a criança apresentou as lesões. O resultado só chega com 20 dias”, disse Simone Prado, diretora da Unidade.

A família foi enviada para casa. “O médico pediu para que voltassem ao abrigo ontem mesmo, porque não havia motivo para internação”, concluiu.

De acordo com a Sesacre, a investigação e o acompanhamento do caso ficam por conta da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Transmissão, sintomas e tratamento

A varíola dos macacos foi descrita pela primeira vez em humanos em 1958. Na época, também se observava o acometimento de macacos, que morriam. Vem daí o nome da doença. No entanto, no ciclo de transmissão, eles são vítimas como os humanos. Na natureza, roedores silvestres representam o reservatório animal do vírus.

Sem um reservatório animal, a transmissão no mundo vem ocorrendo de pessoa para pessoa. A infecção surge a partir das feridas, fluidos corporais e gotículas do doente. Isso pode ocorrer mediante contato próximo e prolongado sem proteção respiratória, contato com objetos contaminados ou contato com a pele, inclusive sexual.

O tempo de incubação do vírus varia de cinco a 21 dias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Também podem ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza.

O Laboratório Molecular de Virologia da UFRJ se firmou como um dos polos nacionais para diagnóstico da doença. O primeiro caso no estado do Rio de Janeiro foi detectado em 14 de junho, cinco dias depois da primeira ocorrência no país ser confirmada em São Paulo. De lá pra cá, já são 117 resultados positivos no estado do Rio. Outros estados também têm enviado amostras para análise na UFRJ.

Essas análises são realizadas em fluidos coletados diretamente das lesões na pele, usando um swab [cotonete estéril] seco. Existe a expectativa de que a população tenha, em breve, acesso a testes rápidos de detecção de antígenos, similar aos que foram feitos para a covid-19.

Mesmo nos quadros mais característicos, o exame é importante para confirmar análise clínica. Um desafio para a detecção da doença é a semelhança de suas lesões com as provocadas pela varicela, doença popularmente conhecida como catapora e causada por um vírus de outro grupo. A mudança de perfil dos sintomas também tem levantado um alerta de especialistas. Na varíola dos macacos, as erupções costumavam surgir mais ou menos juntas e evoluíam no mesmo ritmo.

Uma vez detectada a doença, o tratamento se baseia em suporte clínico e medicação para alívio da dor e da febre. Um antiviral chamado tecovirimat, que bloqueia a disseminação do vírus, já é usado em alguns países, mas ainda não está disponível no Brasil.

Com informações Contilnet.

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