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Talibã declara Emirado Islâmico do Afeganistão; países aceleram retirada de cidadãos

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O Talibã declarou nesta quinta-feira (19) que o Afeganistão passou a ser o Emirado Islâmico do Afeganistão, mesmo nome adotado no país quando o grupo extremista assumiu o poder pela primeira vez, em 1996.

A declaração foi anunciada em um post do porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, o mesmo que na terça-feira concedeu uma entrevista coletiva, na qual afirmou que grupo teria atitudes mais moderadas desta vez.

Nesta quinta, porém, Waheedullah Hashimi, um dos principais comandantes do Talibã, afirmou que as leis no país devem ser semelhantes às que existiam da outra vez que o grupo extremista esteve no poder. Ele afirmou que não há possibilidade de o país adotar a democracia como sistema para escolher os líderes. O Afeganistão provavelmente será governado por um conselho que vai observar a sharia, a lei islâmica.

“Não haverá nada como um sistema democrático porque isso não tem nenhuma base no nosso país, nós não vamos discutir qual será o tipo de sistema político que vamos aplicar no Afeganistão porque isso é claro: a lei é sharia, e é isso”, afirmou Hashimi.

Combatentes do Talibã patrulham as ruas em Cabul, capital do Afeganistão, em 19 de agosto — Foto: Rahmat Gul/AP

Combatentes do Talibã patrulham as ruas em Cabul, capital do Afeganistão, em 19 de agosto — Foto: Rahmat Gul/AP

Também nesta quinta-feira, Dia da Independência do Afeganistão, o grupo reagiu com violência aos primeiros sinais de resistência à sua tomada de poder.

VÍDEO: Protesto reprimido pelo Talibã termina com mortes, em Jalalabad

VÍDEO: Protesto reprimido pelo Talibã termina com mortes, em Jalalabad

Houve manifestações na capital Cabul, segundo o jornal “The New York Times”, nas cidades de Jalalabad e Asadabad e no distrito da província de Paktia, segundo a agência de notícias Reuters, e relatos de mortes em Asadabad e tiros em Cabul, onde a manifestação foi dispersada com violência pelo Talibã.

Retirada de estrangeiros

Enquanto isso, países relatam dificuldades para concluir a retirada de seus diplomatas e seus colaboradores afegãos, ainda que o Talibã tenha garantido que a segurança deles estaria garantida.

Os Estados Unidos acusaram o grupo de manter postos de controle ao redor do aeroporto internacional de Cabul para barrar a saída de afegãos.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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