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Servidores públicos recebem capacitação para orientar idosos a evitar exploração financeira

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Visando melhorar o atendimento e assistência social aos idosos, o conselho estadual de políticas para pessoa idosa, realiza em Cruzeiro do Sul uma capacitação aos servidores do estado e dos municípios, que trabalham com o público idoso.

A vice presidente do conselho estadual da Pessoa Idosa, Ana Cristina, explica que existe uma demanda, que tem aumentado principalmente nos municípios do interior do estado, quanto à prática de empréstimos em financeiras e a retenção de cartão dos idosos em comércios.

“Infelizmente é uma prática que está acontecendo no nosso estado. Nós observamos em alguns municípios e principalmente aqueles mais isolados, onde há ausência da justiça, seja de uma promotoria presente ou defensoria, delegacia do idoso ou delegacia especializada. A gente ouviu que alguns profissionais, do CRAS, membros do conselho municipal do idoso desses municípios, relatam que há alguns comerciantes que se apropriam dos benefícios do cartão daquele idoso. Isso é crime! O conselho já fez uma reunião e tratou desse assunto. A gente vai estar tomando todas as medidas cabíveis através da justiça, fazendo a proteção desses idosos”, explicou a vice presidente Ana Cristina.

A coordenadora do Centro de convivência do idoso em Cruzeiro do Sul, Graziela Ramos, diz que é recorrente identificar idosos que passam por essa situação, de ter parte de suas finanças desviadas principalmente por empréstimos que não são feitos por eles.

O serviço do Centro do Idoso se concentra na proteção básica que é a prevenção. Atendemos idosos de várias situações e infelizmente dentro dos nossos idosos que são cadastrados e atendidos pelo centro, existem esses casos. Volta e meia a gente identifica nessa questão da violação de direitos referente ao abuso financeiro, que é apropriação indevida do recurso por parte, muitas vezes da família, por parte de terceiros, que é o caso das firmas que fazem empréstimos, meio que induzindo o idoso a autorizar. Temos casos de idosos que hoje concentram uma renda mínima do salário que recebe devido aos empréstimos, devido contas que não foram eles que fizeram, sendo que a conta foi feita por um filho ou outro familiar.

“A orientação que a gente faz nessa parte é que acionem órgãos responsáveis pela resolução da situação e encaminhamos ao setor competente. Orientamos o idoso com todo cuidado e todo jogo de cintura, pois muitas vezes o idoso não quer denunciar, porque a pessoa que violou seus direitos é a pessoa que ele se sente responsável por proteger. Então quando se fala em justiça e em questões de penalizações, eles ficam com medo de prejudicar a pessoa. Os órgãos e as políticas responsáveis são acionadas para juntos tentarmos solucionar e trazer um pouco mais de conforto para o idoso” ressaltou a coordenadora Graziela Ramos.

Redação Juruá Online

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Redação Juruá Online

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