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Servidores da Educação protestam contra o senador Márcio Bittar por comentar que classe quer “privilégios”

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“Tudo aquilo que você pede para sua categoria, mas que não pode ser estendido a todos os brasileiros, você está na verdade pedindo um privilégio”, disse o senador em um vídeo divulgado na semana passada em sua rede social. “Por que é que um determinado sindicato, para que as pessoas voltem ao trabalho, exigem ser vacinados primeiro? Nós temos milhões de brasileiros na construção civil, na área de serviços, na área rural que não cruzaram os braços, que se cruzassem os braços nós morreríamos de fome nas cidades. Trabalhadores da limpeza que tiram o nosso lixo, que nunca pararam de trabalhar e nem ameaçam entrar em greve, ou para trabalhar exigirem que primeiro sejam vacinados”, questionou.

Essas declarações feitas pelo senador Márcio Bittar em vídeo revoltaram a categoria. A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac), Rosana Nascimento, rebateu os comentários do senador.
“A categoria já se posicionou, isso é uma postura ridícula dele em nos tratar desta forma. Não temos privilégio nenhum, pelo contrário, nós pagamos para ter essa educação pública, nos sacrificamos e nos vacinar não é privilégio”, defendeu.

A possível ida do senador Márcio Bittar à câmara de vereadores de Cruzeiro do Sul, motivou dezenas de profissionais da educação à irem até o local com velas acesas, se manifestarem contra as declarações do parlamentar, que obviamente não compareceu.

“Eu quero acreditar que ele foi infeliz na fala dele. Eu não consigo conceber que um senador da república, um senador acreano que foi eleito com o nosso voto, se dirigir com rancor à categoria da educação. Eu quero informar ao nobre senador, que nós trabalhamos também o ano todinho sem vacina, colocando nossa saúde em risco. Muitos servidores perderam seus entes queridos. Servidores, professores foram á óbito. Diretores contraíram Covid entregando sacolões para os alunos, cesta básica. As escolas nunca fecharam. Estamos nas escolas todos os dias com o expediente normal. Quem está em casa é o professor porque trabalha remotamente. Porque nós, os professores, bancamos o ensino do aluno em 2020. Usamos nossa energia, nossa internet, o nosso computado, bancamos o ensino do aluno em 2020. Eu quero dizer pra ele que o nosso privilégio na verdade é de estarmos vivos. Essas velas acesas são para iluminar a mente do senador”, desabafou a diretora de escola Rosa Mônica.

O senador Márcio Bittar ainda teceu mais críticas no vídeo.
“Portanto, aquilo que exigem alguns sindicatos é um privilégio inaceitável. Nós temos um problema grave na educação, o Brasil gasta muito com educação e tem uma educação de péssima qualidade! Isso precisa ser enfrentado”, acrescentou.

A professora Eliane também repudiou a fala de Bittar. “Eu recebi as declarações do senador com muita revolta e indignação. Nós entendemos que nós professores corremos os mesmos riscos quando nós vamos à escola, quando o governo quer que as aulas retornem e aí receber essas crianças, jovens e adolescentes em sala de aula, não colocando somente nossas vidas em risco, mas à dos próprios estudantes”.

A manifestação foi liderada pelo Sinteac de Cruzeiro do Sul que na oportunidade anunciou a suspensão da greve dos servidores da educação devido negociação realizada com o governo do estado, na presença do judiciário. Com isso, às aulas retornam em todo o estado à partir desta segunda-feira dia 21 de junho.

Redação Juruá Online

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Redação Juruá Online

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