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Sem aeródromo e com a gasolina mais cara do país, morador de Marechal Thaumaturgo relata problemas locais: “Nos ajude”

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Dificuldade no deslocamento, no acesso aos serviços de saúde e no preço abusivo de mercadorias. Estes são alguns dos problemas recorrentes de Marechal Thaumaturgo, relatados pelo servidor público e morador do município, Douglas Araújo, ao site ContilNet. O local, que não é interligado via terrestre com outras regiões, carrega consigo uma série de empecilhos que atingem o dia a dia da população que, por sua vez, tenta driblar as dificuldades da forma como podem.

Douglas Araújo, servidor público de Marechal Thaumaturgo. Foto: Arquivo pessoal

De acordo com o servidor, que também é líder do Partido Social Liberal (PSL) no município, os moradores sofrem de forma ainda mais intensa no período do verão, uma vez que o rio Juruá é o principal meio de deslocamento que Marechal Thaumaturgo tem disponível, e durante este tempo, o rio costuma ficar muito seco. Além disto, contou também que estão esperando a liberação dos voos comerciais para irem até Cruzeiro do Sul, a fim de evitar enfrentar as longas horas no rio.

“As pessoas saem daqui doentes, precisando se deslocar até Cruzeiro do Sul para fazer algum exame, consulta ou acompanhamento, e que fazem viagens de rabeta que costumam durar 16 horas, e muitas vezes até 24 horas se ocorrer de a embarcação quebrar. Muitas destas não aguentam enfrentar uma viagem dessa”, complementou.

A liderança comentou também que a violência está em uma curva crescente, visto que o município faz fronteira ao sul e ao oeste com o Peru e que, por vezes, funciona como rota para o tráfico de drogas. “O governo e suas forças policiais são ausentes e o interior do município não conta com embarcações para a realização de um policiamento ostensivo”, falou.

“SENTAR E ESPERAR”

O servidor disse que o tópico deslocamento também é muito sensível, visto que as dificuldades de acesso ao município refletem na alta do preço das mercadorias. A gasolina de Marechal Thaumaturgo, por exemplo, é a mais cara do Brasil, com o valor de R$8,60 sem o novo reajuste. “E um frango congelado custa cerca de R$40 a 45”, disse, complementando que “infelizmente, (o que resta) é aceitar (a realidade) e vida que segue, né?! É sentar e esperar que possam resolver a situação, principalmente sobre a pista. E se tivéssemos uma estrada, mesmo que de barro para nos tirar do isolamento, com certeza nossa realidade seria transformada”, disse.

AERÓDROMO

A pista a que Douglas fala, é referente ao aeródromo, orçado em R$4 milhões, que serve para decolagem e pouso para os voos. A Agência Nacional de Aviação (Anac) suspendeu o uso dela, no final de 2020, e restringiu apenas para casos de emergência com autorização prévia, pois o local não oferecia boas condições de tráfego. Segundo ele, a obra até hoje ainda não foi finalizada. “Nada foi feito com relação a isto. Era para ter sido entregue em maio, mas a empresa só estava ‘enrolando’”, destacou.

Mesmo sendo líder partidário, Douglas comentou que não quer desfrutar de nenhum privilégio, mas sim, fazer com que a população tenha seus direitos resguardados. “Os caciques políticos não gostam de ver pessoas se levantando na política, temos aqui uma política muito polarizada”, falou, complementando que “a minha cobrança não é nem essa questão partidária, mas sim para que o Governo do Estado olhe para Marechal Thaumaturgo e nos ajude na infraestrutura do hospital, e na liberação de nosso aeródromo, (que está) desde novembro interditado. Desde janeiro, estão trabalhando nesta reforma que seria entregue em maio. Essa empresa deveria ser multada pelos danos irreparáveis que vem trazendo para a população”, finalizou.

Transporte de materiais para a manutenção da pista. Foto: Cedida/Deracre

POSICIONAMENTO DO DERACRE

Segundo o diretor de Portos e Aeroportos, Sócrates Guimarães, o motivo pelo qual ainda não houveram a entrega do aeródromo está relacionada com a dificuldade no transporte dos materiais para reforma. No entanto, afirmou que 60% da pista já está finalizada e que a previsão para o término está marcada para a primeira quinzena de setembro.

“Hoje, a maior dificuldade é com o transporte. Estive lá na última sexta-feira (13), o prefeito me acompanhou lá e a empresa se comprometeu a terminar até o dia 15 de setembro, no máximo. O problema é a dificuldade do material, a dificuldade em descarregar as coisas, mas estamos trabalhando […] vamos colocar um micro revestimento em cima da pista, já está tudo bem encaminhado”, disse, complementando que a Anac só dá a obra por finalizada depois que estiver tudo revestido, pintado e sinalizado.

Por Renato Menezes

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Redação Juruá Online

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