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Segurança afastou 25% do efetivo das polícias Civil e Militar durante pandemia no Acre

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Média do Acre segue a nacional divulgada pelo Monitor da Violência. Em todo o país, 465 policiais morreram em 2020 em decorrência de terem contraído o novo coronavírus.

A Segurança Pública do Acre afastou no ano passado 785 policiais civis e militares por estarem com suspeita ou diagnóstico de Covid-19. Os dados foram levantados pelo G1 no projeto Monitor da Violência. Ao todo, o estado tem 3.147 agentes entre policiais civis e militares.

Desse efetivo, 785 foram afastados, ou seja, 25% do efetivo total. Analisando cada instituição individualmente, os policiais militares foram os mais afetados, sendo que dos 2.353 em todo o estado, 652 precisaram ser afastados – 28%. Já na Polícia Civil, foram afastados 133 agentes de um efetivo de 794, ou seja 17%.

Os dados foram pedidos através da Lei de Acesso à Informação e enviados pela Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sejusp). Ainda segundo o balanço, houve apenas uma morte por Covid ano passado na Polícia Civil.

Policiais militares afastados na pandemia em 2020 no Acre

Total do efetivoAfastadosPorcentagem afastadosMortos
2.35365227,71%0

Fonte: Sejusp-AC

Impasse na vacinação

A vacinação dos servidores da Segurança Pública do Acre começou em 7 de abril. A inclusão dos servidores da Segurança na vacinação ocorreu após um pedido do governador do Acre, Gladson Cameli, feito ao Ministério da Saúde, que deu o aval para que este grupo e o da Educação tenham a imunização antecipada.

Mais de 1,8 mil profissionais da Segurança Pública do Acre foram diagnosticados com Covid-19 em pouco mais de um ano no Acre. Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sejusp) que teve a última atualização dos casos feita até o dia 29 de março deste ano.

Cinco dias depois de suspender a vacinação contra Covid-19 entre os servidores da Segurança Pública do Acre, a 2ª Vara Federal do Acre determinou que grupos podem ser imunizados dentro dessa categoria:

  • Trabalhadores envolvidos no atendimento e/ou transporte de pacientes;
  • Trabalhadores envolvidos em resgates e atendimento pré-hospitalar;
  • Trabalhadores envolvidos diretamente nas ações de vacinação contra a covid-19;
  • Trabalhadores envolvidos nas ações de vigilância das medidas de distanciamento social, com contato direto e constante com o público independente da categoria.

Policiais civis afastados no Acre durante a pandemia em 2020

Total do efetivoAfastadosPorcentagem dos afastadosMortes por Covid
79413316,75%1

Fonte: Sejusp-AC

Dados gerais

O Monitor da Violência traz um número avassalador e, ao mesmo tempo, revelador de como os policiais brasileiros são negligenciados e feitos de peões dos discursos políticos. Muitos à mercê dos mercadores de medicamentos milagrosos, 465 policiais morreram em 2020 em decorrência de terem contraído o novo coronavírus.

Esse número é, se analisado em perspectiva, oito vezes o número de mortos em confronto durante o serviço no ano passado e o dobro se considerarmos na conta também os de folga, e ajuda a compor o cenário de tragédia e medo que a gestão da pandemia ajudou a construir no Brasil.

Gestão essa que parecia ignorar até menos de um mês atrás que uma quantidade significativa de profissionais de segurança pública trabalha em contato direto com a população e está em constante risco de contaminação e, ainda, de transmitir o vírus para seus familiares e amigos.

Foi somente no fim de março que tais profissionais ganharam o direito de serem vacinados. Até então, fora da lista inicial dos grupos prioritários para a vacinação do Programa Nacional de Imunização (PNI), os policiais têm tido um papel central na gestão da crise sanitária, especialmente na garantia de medidas de distanciamento social e proteção de equipamentos de saúde pública.

Piores taxas

Nas 27 unidades da federação, a taxa média de mortes por Covid-19 é 0,9 policiais para cada grupo de mil policiais. Em termos subnacionais, os dados mostram que todas as unidades da federação tiveram policiais mortos por Covid-19. Rio de Janeiro (65), Amazonas (50) e Pará (49) foram os estados com mais agentes mortos.

Porém, em termos proporcionais, Amazonas foi o estado com a maior taxa de policiais mortos e a marca atingiu 4,7 mortos por grupo de 1 mil policiais. Naquele estado, os policiais morreram cinco vezes mais por Covid-19 do que a média nacional.

É válido relembrar que foi exatamente a partir do surgimento da nova variante do vírus no Amazonas que o país, enfim, percebeu a gravidade da crise sanitária e acordou para a discussão sobre responsabilidades e para a descoordenação de ações entre governo federal, estados e municípios.

Foi a partir da explosão de casos no Amazonas e da falta de oxigênio nos hospitais que a vacinação passou a ser vista como a principal estratégia de combate ao novo coronavírus e fez com que o governo federal modulasse sua narrativa negacionista. Mas isso só ocorreu agora em 2021 e fez com que, durante 2020, o combate à pandemia fosse fortemente marcado pelo embate ideológico.

G1 ACRE

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Redação Juruá Online

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