9 de agosto de 2022   |   21:34  |  

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Segundo pesquisa, bebês amamentados obtêm desempenho melhor em testes de inteligência

Pesquisa publicada na Plos One afirma que crianças alimentadas com leite materno se saem um pouco melhor em exames cognitivos.

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Bebês que são amamentados por mais tempo desenvolvem melhores habilidades de vocabulário e raciocínio na adolescência, é o que indica um novo estudo feito por cientistas da Universidade de Oxford, na Inglaterra.

Em artigo publicado na revista Plos One, na quarta-feira (25/5), os autores ressaltam a importância do incentivo ao aleitamento materno. O alimento é fonte de substâncias que protegem os bebês de infecções e contribuem para o desenvolvimento cerebral da criança.

Habilidades cognitivas

Os cientistas analisaram a ligação entre a duração da amamentação e as habilidades cognitivas de 7.855 crianças nascidas entre 2.000 e 2.002, que são acompanhados até os 14 por um grande estudo inglês.

Os participantes foram separadas em quatro grupos: 1) os que foram alimentados com leite materno por menos de dois meses; 2) o que foram amamentados por um período entre dois a quatro meses; 3) os que receberam o leite das mães de quatro a seis meses e 4) os que passaram mais de um ano sendo amamentados.

Os adolescentes de 14 anos amamentados por mais de 12 meses tiveram melhores resultados em testes de vocabulário quando foram convidados a relacionar 20 palavras a seus significados em comparação com os que não foram amamentados.

As crianças de 7 a 11 anos que haviam sido amamentadas por um período entre quatro e seis meses também tiveram melhores pontuações em testes de memória, raciocínio e consciência espacial quando comparadas às que não foram amamentadas.

Diferença não tão marcante

Com os resultados em mãos, os pesquisadores concluíram que a amamentação está relacionada a um aumento na inteligência. No entanto, a principal autora do estudo, Reneé Pereyra-Elías, pondera que a diferença equivalente a apenas três pontos em testes de QI. Ou seja, o resultado não é marcante para indivíduos, mas é importante para populações.

“Esses resultados não devem causar preocupação para mulheres que não amamentaram ou não conseguiram amamentar porque os ganhos potenciais de QI entre crianças amamentadas por vários meses em comparação com crianças nunca amamentadas são equivalentes a dois ou três pontos”, disse Reneé no artigo. “No entanto, se muitas crianças aumentassem seu QI em cerca de três pontos, poderíamos ver diferenças importantes”, completou a pesquisadora.

Por Metrópoles

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