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Segundo ano de pandemia deve ser mais mortal que o primeiro, diz OMS

'No ritmo que as coisas vão, o segundo ano da pandemia será muito mais mortal do que o primeiro', disse Tedros Adhanom Ghebreyesus.

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O segundo ano da pandemia está prestes a provocar mais mortos do que no ano passado, alertou a  Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira (14).

Alguns países, como a  Índia, enfrentam uma situação epidemiológica pior neste ano.

Índia passa pelo pior momento da pandemia, com parentes ressuscitando pacientes

A pandemia da Covid-19 matou pelo menos 3,3 milhões de pessoas em todo mundo desde o fim de dezembro de 2019.

O aparecimento de variantes e o progresso desigual das campanhas de vacinação são motivos de preocupação.

De acordo com o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “no ritmo que as coisas vão, o segundo ano da pandemia será muito mais mortal do que o primeiro”.

Ele também pediu aos países que desistam de vacinar crianças e adolescentes contra a Covid e doem as doses assim liberadas para o sistema Covax. Com isso, elas seriam redistribuídas para os países desfavorecidos.

De acordo com ele, atualmente, 0,3% das vacinas vão para países pobres.

Reabertura em países europeus

Diante de resultados considerados animadores pelos governos, vários países, especialmente da Europa, estão reabrindo suas economias enfraquecidas.

Nesta sexta, a Grécia suspendeu todas as restrições de circulação, após sete meses de confinamento, para relançar uma esperada temporada de turismo. Agora, a única condição para viajar para a Grécia é estar vacinado, ou apresentar teste negativo de covid.

O governo grego lançou uma grande campanha de vacinação, com o objetivo de que as ilhas estejam “totalmente protegidas até o final de junho”. No total, mais de 3,8 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina neste país de 11 milhões de habitantes.

Tendo em vista a temporada turística, a Itália anunciou, por sua vez, que suspenderá a partir de domingo a quarentena de cinco dias para os turistas europeus. A pandemia provocou a pior recessão do Pós-Guerra na península, cujo PIB é fortemente dependente do setor de turismo.

Campanha de detecção

A Inglaterra também se prepara para dar um grande passo, com a reabertura de museus, hotéis e estádios na segunda-feira (17), graças à queda acentuada do coronavírus, após um longo confinamento e a vacinações realizadas com agilidade.

Um surto da variante indiana no noroeste da Inglaterra e em Londres preocupa as autoridades. Foi lançada uma campanha de detecção acelerada.

A França anunciou que os viajantes de quatro novos países (Colômbia, Bahrein, Costa Rica e Uruguai), em uma lista de 12, estariam sujeitos a uma quarentena de dez dias a partir de domingo.

Campanha de imunização nos EUA

Nos Estados Unidos, a campanha de imunização possibilitará o levantamento da obrigatoriedade do uso de máscara para pessoas totalmente vacinadas, o que representa cerca de 35% da população.

“Se você estiver totalmente vacinado, não precisa mais usar máscara!”, disse o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, na quinta-feira.

A única exceção: as autoridades sanitárias recomendam sempre que as pessoas vacinadas continuem a usar máscara nos transportes (aviões, ônibus, trem, etc.), bem como nos aeroportos e estações ferroviárias.

Com mais de 584 mil mortes, os Estados Unidos continuam sendo o país que mais sofreu com a pandemia, à frente do Brasil (mais de 430 mil), Índia (mais de 258 mil), México (219,6 mil) e Reino Unido (127,6 mil).

Situação na Índia

Na Índia, em meio a um surto epidêmico devastador, muitos estados estão lutando contra a escassez de vacinas, limitando as disponíveis para os 600 milhões de adultos de 18 a 44 anos que agora podem ser vacinados.

A vacinação com o imunizante russo Sputnik V começou nesta sexta-feira neste país de 1,3 bilhão de habitantes. As primeiras injeções ocorreram em Hyderabad (centro), após a aprovação urgente do uso da vacina por Nova Délhi, em 12 de abril.

Depois de mergulhar as grandes metrópoles indianas no caos, com falta de medicamentos, de oxigênio e de leitos para os doentes, o vírus continua a causar estragos na zona rural, carente de infraestruturas.

Os mortos são enterrados e, às vezes, abandonados nos rios, enquanto os enfermos tentam se curar com decocções de plantas. Nos últimos dias, mais de 100 cadáveres acabaram nas margens do Ganges, aumentando o temor de uma situação igualmente terrível em outros lugares.

“Nós deixamos pessoas morrer”, disse à AFP Kidwai Ahmad, contatado pela AFP de sua aldeia de Sadullahpur, no estado de Uttar Pradesh. “É a Índia que escondemos de todos”.

Estado de emergência no Japão

O Japão estendeu, por sua vez, nesta sexta, o estado de emergência – já aplicado em seis departamentos, incluindo o de Tóquio – para três departamentos adicionais em face do aumento de casos, a apenas dez semanas da abertura dos Jogos Olímpicos na capital.

via-G1

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Redação Juruá Online

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