18 de maio de 2022   |   18:55  |  

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Rússia quer anexar regiões separatistas com eleições falsas, diz EUA

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O embaixador norte-americano na Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), Michael Carpenter, afirmou nesta segunda-feira (2/5) que os Estados Unidos têm relatórios de inteligência “altamente confiáveis” de que a Rússia tentará anexar as regiões ucranianas de Donetsk e Luhansk. Os locais são ocupados por separatistas e se autoproclamaram independentes pouco antes do início da invasão russa da Ucrânia.

“Os relatórios afirmam que a Rússia tem planos de arquitetar referendos sobre a adesão à Rússia em meados de maio e que Moscou está considerando um plano semelhante para Kherson”, disse Carpenter, em uma entrevista coletiva no Departamento de Estado.

Segundo o embaixador, a suspeita é de que o Kremlin realizará eleições “falsas” nos territórios separatistas em meados deste mês de maio para assumir formalmente o controle nas regiões. Uma votação semelhante deve acontecer em Kherson, local ao sul da Ucrânia.

Carpenter não especificou a origem do alerta, mas garantiu que “saiu direto da cartilha do Kremlin”. Em 2014, a Rússia anexou a Península da Crimeia ao seu território após uma votação considerada fraudulenta mostrar que 97% da população aprovaram a separação da Ucrânia.

Ele disse que não era certo que a Rússia acabaria por anexar qualquer uma das regiões, muito menos ter sucesso em fazê-lo, mas que esse era o plano que o governo americano tinha conhecimento.

Marionetes e representantes

O embaixador alegou que também é possível que o Kremlin tente tomar outras partes da Ucrânia, impondo “marionetes e representantes” nos governos locais. “Mais recentemente, também houve relatos de que as forças russas cortaram o acesso à internet e alguns telefones celulares nessas regiões para desativar o fluxo de informações confiáveis”, disse.

Por fim, Carpenter ressaltou que o plano inicial russo em Kiev – instalar uma nova Constituição no país – não foi cumprido. Assim, o Kremlin passou a ter a intenção de impor seu currículo escolar, moeda e liderança local.

Por Metrópoles

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