28 de junho de 2022   |   13:55  |  

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Quem é Adriano Pires, indicado pelo governo para comandar a Petrobras

Doutor em economia industrial pela Universidade de Paris XIII, Pires tem mais de 40 anos de atuação no mercado de energia e é sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

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Sócio-diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires foi indicado para substituir o general Joaquim Silva e Luna no comando da Petrobras.

Se confirmado, Pires será o terceiro presidente da Petrobras na gestão Jair Bolsonaro. Antes de Silva e Luna, o cargo foi ocupado por Roberto Castello Branco.

Formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e doutor em economia industrial pela Universidade de Paris XIII, Pires tem mais de 40 anos de atuação no mercado de energia e não deve enfrentar resistência dos investidores. De perfil liberal, teve sua última passagem pelo governo em 2001, quando assessorou o diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP).

O economista também acumulou experiências como consultor do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Nas suas últimas declarações públicas, Pires defendeu a criação de fundo de estabilização para evitar repasses de preço ao consumidor nos momentos de forte alta da cotação do petróleo.

“O fundo não vai resolver o problema de aumento do preço do combustível”, afirmou em entrevista concedida em novembro ano passado. “Mas ele vai ajudar em duas coisas: diminuir a volatilidade, ou seja, não vai haver um repasse tão rápido para o consumidor. E pode reduzir um pouco o preço.”

O economista também não deve trabalhar para mudar a política de preço da Petrobras e já vinha atuando como consultor informal do Ministério de Minas e Energia (MME), segundo o blog da Ana Flor.

Com a disparada do preço do petróleo no mercado internacional – em meio à guerra entre Rússia e Ucrânia – e os consequentes repasses promovidos pela Petrobras, a política de preços adotada pela estatal voltou a ser alvo de críticas do presidente Jair Bolsonaro.

Neste mês, por exemplo, a Petrobras anunciou um duro aumento nos preços dos combustíveis. A estatal reajustou o preço médio de venda da gasolina para as distribuidoras em 18,8%. Para o diesel, o preço médio subiu 24,9%.

Desde o governo Michel Temer, a Petrobras alterou a sua política de preços de combustíveis para seguir a paridade com o mercado internacional. No Brasil, portanto, o preço dos combustíveis é influenciado, sobretudo, pela cotação do dólar e pelo valor do barril no mercado internacional.

Dessa forma, uma cotação mais elevada da commodity e/ou uma desvalorização do real têm potencial para contribuir com uma alta de preços no Brasil.

Por g1

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