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Professor ganha ação indenizatória de R$ 100 mil após ter sido preso por engano pela Polícia Federal

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Operação foi realizada em 2018, em Sorocaba, quando ex-sindicalista foi confundido com outro homem com nome parecido.

O professor Ruy Queiroz de Amorim ganhou em primeira instância na Justiça uma ação indenizatória por ter sido preso por engano durante a operação da Polícia Federal “Registro Espúrio”, em 2018, em Sorocaba (SP). A decisão cabe recurso.

De acordo com a sentença da 4ª Vara Federal de Sorocaba, houve dano moral em razão da prisão. Na época, o alvo era um homem chamado José Amorim. Com isso, o valor estipulado a ser pago pela União é de R$ 100 mil.

“Se viu humilhado perante a família, os vizinhos, os alunos e colegas de trabalho, tal como exposto na exordial, em abalo à honradez de sua imagem”, escreveu o juiz.

Segundo a sentença, quando foi interrogado na Polícia Federal de Sorocaba, Ruy foi levado para a superintendência da PF em São Paulo.

“Os funcionários o obrigaram a tirar a roupa e o encaminharam a uma cela, desprovida de qualquer conforto, com apenas um vaso sanitário, beliches de ferro e capa de cimento. Sua pressão arterial subiu”, detalhou o juiz.

Na ocasião, Ruy era professor universitário e presidente do Sincomerciários. Ainda na delegacia, uma foto dele foi mostrada e Ruy não foi reconhecido. Em seguida, a revogação da prisão foi pedida ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal.

“Saliente-se, por oportuno, que a prisão cautelar do autor foi prontamente revogada no mesmo dia, e não consta ter recebido quaisquer maus-tratos. Assim, e sopesando as circunstâncias do presente caso, entendo que a quantia de R$100.000,00 (cem mil reais) atende satisfatoriamente aos requisitos elencados acima e repara razoavelmente o prejuízo sofrido pelo autor, além de coibir práticas semelhantes.”

“A vida do professor virou de cabeça para baixo. Perdeu cargos de direção em sindicato, seus alunos o ridicularizaram e até sua família foi apontada por algo que não tinha o menor grau de culpa”, disse o advogado Claudio Dias Batista, da defesa de Ruy.

Susto em casa

Os policiais da PF chegaram na casa do sindicalista por volta das 6h do dia 30 de maio de 2018, no Jardim Europa, na Zona Oeste de Sorocaba.

De acordo com Ruy, fizeram buscas, apreenderam documentos e prestações de conta de quando ele havia sido candidato a vereador.

A esposa e os filhos dele estavam em casa no momento em que foi levado em custódia. Os policiais conversaram com a família e teriam informado que precisariam levá-lo para prestar depoimento.

“Fiquei tranquilo porque desde o início sabia que não se tratava de mim”, contou anteriormente ao G1.

Por G1

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Redação Juruá Online

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