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Produtores reclamam de multas e dizem que queimam por falta de opção: “Não tem um equipamento nas secretarias”

“Não estamos pedindo sacolão, estamos pedindo condições de trabalhar, um ramal com acesso, 90% das pontes estão quebradas e quero pedir aqui aos deputados que nos ajudem”

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Durante a audiência pública realizada nessa sexta-feira (1) em Cruzeiro do Sul, que debate a agricultura no Juruá, líderes sindicais que representam os produtores nos municípios da região foram ouvidos pelos deputados estaduais.

Um deles foi Evandes Fernandes, morador do ramal 4, do PA Santa Luzia. “A mídia mostra um Acre diferente da realidade dos produtores que vivem nos ramais”, reclamou.

No local vivem mais de 18 mil produtores e, segundo Evandes, eles não aguentam mais a mesma “ladainha”. Pelo menos outras duas vilas no entorno vivem a mesma situação, de acordo com o produtor.

“Não estamos pedindo sacolão, estamos pedindo condições de trabalhar, um ramal com acesso, 90% das pontes estão quebradas e quero pedir aqui aos deputados que nos ajudem”, desabafou.

Adailton de Paula é presidente da Cooperativa de produtores rurais, agricultores familiares e extrativistas do Juruá. Foto: cedida

Adailton de Paula, presidente da Cooperativa de produtores rurais, agricultores familiares e extrativistas do Juruá endossou as reclamações e os pedidos feitos anteriormente.

“Temos enfrentado enormes desafios, o maior é a falta de apoio, pois o produtor às vezes se sente só e desamparado pelo poder público. Neste ano mesmo, perdi de trabalhar em um pedacinho de terra por falta desse apoio, o único meio que o agricultor familiar tem para trabalhar a terra é brocar um roçado tocar fogo e depois plantar. Eu desconheço hoje se a Secretaria de Agricultura tem um equipamento para fazer uma destoca, e os órgãos fiscalizadores estão em cima dos produtores rurais, mas nós não somos a favor do fogo, mas é o único jeito de sobreviver na nossa região”, disse.

O produtor aproveitou para pedir que os deputados ajudem e cobrem por investimentos, para que as prefeituras disponibilizem as máquinas. “Não queremos contribuir com a fumaça, mas hoje não temos opção”, pediu.

Ainda sobre investimentos, ele pediu que o Estado faça sua parte, pois o produto de qualidade o produtor garante. “Temos a melhor farinha do mundo, mas não temos valor agregado. O custo da farinha é de R$55,00 e o atravessador cobra R$110,00 como fica? Estamos pagando para trabalhar”, finalizou.

Via – Contilnet

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Redação Juruá Online

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