22 de maio de 2022   |   12:08  |  

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Preso há quase 4 meses, sargento de trisal que atirou em estudante no AC entra com novo pedido de soltura

Sargento da PM-AC Erisson Nery está preso no Bope desde novembro do ano passado por ter atirado no estudante Flávio Endres Ferreira, em Brasileia. Militar já teve um pedido de soltura negado em fevereiro.

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A defesa do sargento da Polícia Militar Erisson Nery, que atirou no estudante Flávio Endres Ferreira, de 30 anos, no interior do Acre, entrou com um novo pedido de revogação de prisão. O militar está preso desde novembro do ano passado pelo crime. A vítima levou ao menos quatro tiros e ficou com sequelas em uma das mãos.

O sargento ficou conhecido nas redes sociais após assumir um trisal com a mulher, também sargento da PM, Alda Nery, e a administradora Darlene Oliveira. Os três moravam na cidade de Brasileia, no interior, e há alguns meses, a sargento fazia tratamento psicológico, quando o casal voltou a gerar polêmica ao surgir boatos de separação.

À reportagem, a advogada de Nery, Helane Christina, confirmou que entrou com o pedido no último dia 18 e aguarda o julgamento da Justiça. O novo pedido foi encaminhado recentemente para o Ministério Público Estadual (MP-AC).

O sargento segue preso no Batalhão de Operações Especiais (Bope), em Rio Branco, desde o dia 29 de novembro. No dia 10 de dezembro, uma portaria publicada no Diário Oficial do Acre afastou o sargento dos batalhões policiais.

No dia 31 de janeiro, a defesa do militar já tinha entrado com um pedido para que a prisão preventiva fosse convertida em domiciliar ou em monitoramento por tornozeleira eletrônica. O pedido foi negado pelo Poder Judiciário.

O MP-AC chegou a se manifestar contrário ao pedido da defesa do militar.

“Fizemos um novo pedido de revogação de prisão do mesmo, haja vista, inclusive, já está com toda família residindo em Rio Branco e outros requisitos autorizadores da concessão como preceitua os artigos 321, 282, parágrafo 6º do CPB [Código Penal Brasileiro] e muitos outros”, destacou.

Denúncia

Em fevereiro, a juíza Joelma Ribeiro Nogueira, da Comarca de Epitaciolândia, interior do Acre, aceitou a denúncia do MP-AC contra o sargento.

Agora réu, Nery responde pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima; porte irregular de arma de fogo de uso permitido; e por lesão corporal de natureza grave.

A denúncia do Ministério Público, assinada pelo promotor Rodrigo Fontoura de Carvalho, foi feita à Justiça no dia 18 de janeiro. Na decisão, a magistrada deu um prazo de 10 dias para a defesa do militar responder às acusações.

O sargento também já responde a um processo por ter matado um adolescente de 13 anos em 2017, quando o menino tentou furtar casa dele. Mais de quatro anos após o crime, o policial ainda não foi julgado. O Ministério Público do Acre (MP-AC) fez a denúncia em julho do ano passado pelos crimes de homicídio e fraude processual e a denúncia foi aceita um dia depois pela Justiça.

Polícia também investiga a conduta da sargento Alda Nery — Foto: Arquivo pessoal

Polícia também investiga a conduta da sargento Alda Nery — Foto: Arquivo pessoal

Inquérito desmembrado

No decorrer das investigações, a polícia percebeu que seria necessário também investigar a sargento da PM-AC e esposa de Nery, Alda Radine. Por isso, o inquérito foi desmembrado e instaurado um outro procedimento para apuar a conduta da militar por fraude processual, lesão corporal e denunciação caluniosa.

“No decorrer do inquérito como vimos que a arma permaneceu com a Alda no final dos vídeos, teve também uma requisição judicial para apurar a conduta dela. Somado também à questão dela ter feito agressões contra a vítima que já estava desfalecida no chão, conforme as imagens, e ainda nós termos constatado que a denúncia que ela fez foi falsa, quando disse que a vítima a teria importunado sexualmente e isso não aconteceu. Então, desmembramos o inquérito”, disse a delegada Carla Ívane, que presidiu as investigações.

Atualmente, o inquérito de Alda está sob responsabilidade do delegado Luis Tonini. A reportagem também não conseguiu contato com a defesa dela.

Outro ponto que a polícia precisa solucionar é sobre o paradeiro da arma utilizada pelo sargento Nery no crime. No dia em que foi preso e ouvido, o militar ficou em silêncio sobre a arma. Ele e a esposa estavam afastados dos cargos por questões de saúde e as armas institucionais foram recolhidas.

Por G1

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