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Presa há 30 dias, Flordelis não recebe visitas e segue participando de cultos

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A pastora  Flordelis dos Santos de Souza completa um mês presa nesta segunda-feira (13). Ela está na penitenciária Talavera Bruce, no Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, acusada de ser mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. A ex-deputada federal aguarda o julgamento de um habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio no qual pede a revogação de sua prisão preventiva.

De acordo com a advogada Janira Rocha, a única a visitar Flordelis nesses 30 dias encarcerada, a pastora ocupa uma cela reservada para pessoas com algum tipo de comorbidade em razão de seu estado de saúde. A ex-parlamentar faz uso de medicação controlada por causa de sequelas causadas por um AVC.

Ainda segundo Janira, Flordelis gasta boa parte de seu tempo atrás das grades na biblioteca, onde faz a leitura de livros religiosos e de Ciência Política, graduação que fazia antes de ser presa. Ela também participa de pequenos cultos dentro da cadeia, junto com outras presas. A pastora faz apenas operações com as outras internas, sem conduzir qualquer cerimônia.

“São cultos coletivos, pequenos, onde todas oram, não dá para dizer que ela está pastoreando na cadeia. Mas há um assédio das outras presas nesse sentido”, relata Janira.

De acordo com a advogada, Flordelis não recebeu visita de nenhum de seus familiares. Quatro deram entrada com pedidos para se cadastrarem como visitantes, mas dois tiveram solicitação negada por possuírem apenas vínculo afetivo com a pastora. Outros dois ainda não tiveram respostas sobre os requerimentos.

Além do habeas corpus pedindo para responder o processo em liberdade, Flordelis aguarda o julgamento de um recurso contra decisão da juíza Nearis dos Santos Carvalho, da 3ª Vara Criminal de Niterói, determinando que a pastora vá a júri popular por ser mandante da morte do marido.

“Ela, obviamente, está muito triste, mas esperançosa de uma decisão favorável à que aguarde o júri em casa”, relata Janira.

Flordelis foi presa na noite de 13 de agosto, dois dias após ter perdido seu cargo de deputada federal. Ela teve o mandato cassado após os deputados terem entendido que a pastora cometeu quebra de decoro parlamentar. A prisão preventiva — sem prazo para terminar — foi decretada pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce.

Por iG

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Redação Juruá Online

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