19 de maio de 2022   |   00:25  |  

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Preço da cesta básica aumenta 6% em um mês; Guerra e mudanças climáticas são fatores

A alta dos preços dos alimentos também é reflexo da Guerra na Ucrânia. Cruzeirenses relatam como está sendo essa nova fase.

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Redação Juruá Online

A alta dos preços dos alimentos também é reflexo da Guerra na Ucrânia. Cruzeirenses relatam como está sendo essa nova fase. Entrevistado por nossa equipe, Francisco tem acompanhado de perto a alta dos itens da cesta básica. Ele tem a missão de administrar as finanças de casa, algo cada vez mais difícil. 

“Antes eu comprava R$ 70 de carne e passava a semana toda comendo dela. Agora são apenas de dois a três dias”, lamenta Francisco. 

Arquivo: Reprodução

Produtos derivados do trigo estão entre os que apresentaram maior alta nos últimos meses. Um levantamento realizado pela Associação Comercial de Cruzeiro do Sul mostra uma alta de mais de 13% no preço do biscoito, e 17% de reajuste no valor do pão francês, nos meses de janeiro e fevereiro.

Apesar de ser uma das potências no agronegócio mundial, mais de 60% do trigo consumido no Brasil é importado de outros países. Entre eles está a Ucrânia, atualmente em guerra. Por isso, os reflexos dos conflitos na Europa são imediatos na nossa realidade. 

A alta não é apenas nos produtos que o Brasil importa. O milho, por exemplo, é produzido em larga escala, mas a Ucrânia — que também é um dos maiores produtores do grão — parou de exportar por causa da guerra. Isso gerou uma procura ainda maior pelo milho brasileiro, elevando o preço do produto. O milho é a base do alimento de animais, como o porco, boi e frango. 

O comerciante e proprietário de uma rede de mercados, Neto Tomé, explica que há outros agravantes, como as recentes condições climáticas adversas que interferiram na colheita de verduras e legumes. A cenoura, por exemplo, incluindo frete e impostos, está chegando para os comerciantes a mais de R$ 11 o kilo, ficando difícil incluir a margem de lucro, que muitas vezes sequer é repassada ao consumidor. 

Neto Tomé/Comerciante. Arquivo: Reprodução

“Começamos o ano cheios de otimismo. A pandemia deu uma trégua com quase 80% da população vacinada. Mas existe o problema das mudanças climáticas. As regiões que mais produzem estão sendo afetadas com muita chuvas”, relata o comerciante.

De acordo com Tomé, os preços elevados reduzem o poder de compra e as empresas também perdem. Porém, o comerciante muitas vezes é tratado como vilão. 

Um levantamento da Associação Comercial do município foi realizado com 15 itens da cesta básica. Além dos derivados do trigo, o óleo de soja já apresenta a maior alta, de 36%. Arroz e feijão também subiram acima dos 10%. Apenas o leite e a manteiga apresentaram leve redução, mas foram itens que tiveram um impressionante aumento em 2021. Por isso, o consumidor sequer sentiu a redução. 

“Esse descontrole no preço vem por diversas razões que vivenciamos no período da pandemia, como também pelo comportamento dos preços devido às intempéries que o mundo inteiro vem vivendo. Agora recentemente tem esse fenômeno decorrente da guerra na Europa, que também afeta os mercados, e isso reflete nos preços aqui na ponta do consumidor”, ressaltou Luiz Cunha, presidente da Associação Comercial. 

Com os mercados cada vez mais globalizados, os acontecimentos em qualquer parte do mundo têm efeito imediato na vida de todos. A alta dos combustíveis também são efeitos da Guerra, já que o Brasil precisa importar petróleo refinado. O pessimismo do mercado não gera boas expectativas.

Variação preço produtos. Tabela ACECS e FEDERACRE

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