20 de maio de 2022   |   14:41  |  

booked.net

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Políticas Públicas e Atitudes Inteligentes: de quem e para quem?

_________________Publicidade_________________

por Vera Lúcia Lourenço Gurgel

Quando pensamos em lugares, seja na cidade ou no campo, pensamos em um bom lugar para produzir, prestar e receber serviços e ter qualidade de vida.

No Brasil há várias políticas públicas que devem ser implementadas nos Municípios, Estados e União. Mas o que acontece com esses investimentos, para de fato isso tenha começo, meio e solução de continuidade? Vamos considerar alguns pontos importantes.

O que se tem percebido ao longo desse processo, é que os instrumentos de planejamento, têm sido meramente ilustrativos, para cumprir os requisitos do Ministério de Desenvolvimento para captação de recursos. Não se tem claro para a sociedade, o quanto essas políticas vão impactar a vida de milhares de pessoas, haja vista que que essas ações, teriam o objetivo de resolver de forma definitiva, os problemas das cidades e lugares. 

O calendário da Administração Pública já é visto como um “apagador de incêndios” voltado para revisão do Plano Diretor dos Municípios, Plano de Mobilidade e Plano de Saneamento Básico. O Plano de Mobilidade, é esperado para os municípios com mais de 250 mil habitantes, e a ser pensado, para os próximos 10 anos. Independente dos governos que vão assumindo.

Nesse contexto que não podemos deixar de considerar algumas indagações: qual a cidade que temos? Qual a cidade que queremos? Quais as comunidades rurais e extrativistas e o potencial produtivo que temos? Como os setores primários, secundários e terciários se entrelaçam?

Como o setor da gestão administrativa conversam entre si para que nesse dinamismo da vida que permeia o desenvolvimento de competências das pessoas, melhoria do saneamento básico, aumento da produção e da produtividade entre outras ações possam de fato serem efetivadas? São muitas perguntas, cujas respostas só podem ter condução, se houver clareza do planejamento dessas políticas. Já começamos a afunilar a “ série interrogativa”. 

Tem-se pontos positivos iniciais: tem muita gente com boa vontade, mas que falta a ação. Tem muita gente com conhecimento técnico, mas que não consegue transformar em projeto efetivo, ou em política pública.

Chegamos ao ponto “ das gentes”.  Para desenvolver qualquer ação é preciso “as gentes”, pois senão todo processo de planos e projeto, serão somente papéis. Nós da comunidade técnica, consultores, gestores públicos tanto das secretarias, quanto representantes da sociedade civil, precisamos rever nosso baú do comprometimento, ética, escuta ativa, para provocação voltada com olhar futurístico, para que tenhamos cidades e comunidades que de fato impactem a vida das pessoas, positivamente.  E de forma inteligente. Sabe-se que essa discussão é velada nos ambientes institucionais- não é novidade-, mas é preciso que tome corpo da porta para fora!

Temos riquezas naturais e potencias produtivos, que são dinâmicos – para a vida toda- que podem ser desenvolvidos, independente de mudanças dos gestores governamentais e municipais! A relação de dependência para resultados inteligentes, está ligada em como os planos são construídos, do comprometimento “ das gentes”, atitudes éticas e desvestidas de vaidades egocêntricas e interesses estritamente pessoais. 

Nesse caminho, as lideranças comunitárias são atores importantes, para assumir sua representatividade, com objetivo de contribuir para a sustentabilidade dos seus recortes regionais.

Por fim, “ as gentes” vivem em seus lugares, suas comunidades, suas regiões, e pouquíssimas pessoas sabem sobre o Plano Diretor (por exemplo) dos seus municípios. Qual o que futuro haverá pela vida que temos pela frente para nossos filhos netos, tetranetos e todas as gerações vindouras. Vivemos na “ tora da pausada”, e na teoria do “ faz e desmancha”, e grandes investimentos financeiros para corrigir a inabilidade dos projetos estanques que esquecem no seu bojo, o dinamismo da vida, o crescimento das populações, e os resultados impactantes na vida das pessoas.

Eu sei que muitos que leram esse artigo até aqui, estão pensando “ eu já sei à cerca disso tudo”. Sabemos. Mas esse é um argumento por inespicificidade. No miolo disso tudo, há algo que não se mede no orçamento financeiro, dos projetos, no volume dos papéis produzidos, na correria para vencer os prazos do Ministério do Desenvolvimento: atitude das pessoas, dos gestores, de toda comunidade.

Respondendo à pergunta título desse texto, as políticas públicas partem de nós, para nós mesmos. Façamos a nossa parte, pois tudo está ligado!

Vera Lúcia Lourenço Gurgel

*Economista Doméstica (UFV), Técnica Especialista em Extensão Rural da Emater- Acre , Especialista em: Comunicação e Metodologia, Capacitação de Recursos Humanos,  Planejamento Regional e Políticas Públicas, Mestre em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente( UFAC), e amante da natureza ,  de gente, e  da Amazônia.

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

LEIA MAIS

AS ÚLTIMAS

top 10 mais lidas