Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Policiais no MA são afastados após matarem jovem com transtornos mentais que fez post sobre Lázaro

_________________Publicidade_________________

Hamilton César tinha transtornos mentais, segundo familiares. Polícia Civil abriu um inquérito para apurar o caso e a conduta dos agentes.

O comando da Polícia Civil no Maranhão afastou os três agentes que participaram da morte do jovem Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, na última sexta-feira (18), no povoado Calumbi, em Presidente Dutra.

Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, foi morto por policiais por estar fazendo ameaças e apologia ao crime — Foto: Arquivo pessoal

Hamilton Cesar Lima Bandeira, de 23 anos, foi morto por policiais por estar fazendo ameaças e apologia ao crime — Foto: Arquivo pessoal

Hamilton fez uma postagem nas redes sociais desejando “boa sorte” a Lázaro Barbosa, assassino procurado há 13 dias em Goiás.

No entanto, os familiares dizem que o jovem era pacífico e que a postagem era fruto dos transtornos mentais que sofria desde criança.

Por causa da postagem, três policiais civis da Delegacia de Presidente Dutra foram até a casa de Hamilton e efetuaram dois tiros contra o jovem, que chegou a ser socorrido e levado para o hospital da região com vida, mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu.

Postagem de Hamilton desejando 'sorte' ao Lázaro levou policiais até sua residência, em Presidente Dutra — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Postagem de Hamilton desejando ‘sorte’ ao Lázaro levou policiais até sua residência, em Presidente Dutra — Foto: Reprodução/Redes Sociais

Avô de 99 anos estava perto do neto

O delegado de Presidente Dutra, César Ferro, disse que os disparos aconteceram porque o jovem não atendeu ao chamado dos policiais e ainda fez ameaças com uma faca. A família contesta essa versão e diz também que os agentes ‘invadiram’ a residência sem uma determinação da Justiça.

“Essa de falar que atiraram no Hamilton porque não atendeu a ordem policial é mentira. Todos no povoado conheciam como ele era. Ele tomava remédio controlado, todos sabem como são as pessoas assim. Isso não justifica a injustiça que fizeram com ele. É uma vida. O menino não teve nem a chance de se defender”, contou Ana Maria, mãe do rapaz.

O pai disse que o jovem não estava armado no momento dos disparos dos policiais. Além disso, o avô de Hamilton, de 99 anos, presenciou o caso e também contesta a versão policial.

“Não tinha o maior sentido do mundo eles chegarem lá assassinando ele. E ele não usava ferramenta nenhuma. A polícia não falou nada, quando chegou lá, foi metendo bala e quase matou um idoso de 100 anos”, disse Antônio Bandeira, pai de Hamilton.

Comando da Polícia Civil entrou no caso

Um inquérito foi aberto para apurar as circunstâncias da morte, e o Ministério Público do Maranhão e a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDIHPOP) estão acompanhando o caso. Nesta segunda-feira (21), o promotor de Presidente Dutra, Clodoaldo Araújo, informou que se reuniu com os policiais a frente do inquérito e fez recomendações.

“Pedimos a exumação para necropsia pelo IML; retirada dos projéteis para exame balístico; e reconstituição dos fatos”, afirmou o promotor.

Além do afastamento dos três policiais envolvidos no caso, o comando da Polícia Civil também enviou agentes do Departamento de Homicídios e da Superintendência de Prevenção e Combate à Corrupção (Seccor) para investigar a conduta dos policiais.

Por G1 MARANHÃO

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas