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Polícia do Piauí diz que estudante de medicina fingia ‘brincadeiras’ para abusar de irmãs e prima; crimes duraram quase 10 anos

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 Procurada, a defesa do estudante informou que só vai se manifestar após o oferecimento da denúncia pelo MP à Justiça.

‘Se aproveitava da inocência’

“Chama a atenção a forma como o autor praticava os fatos, ele se aproveitava da inocência, da ingenuidade das vítimas crianças, e confundia brincadeira com toques. Então as vítimas não tinham a noção de que aquilo era um abuso sexual, por conta da imaturidade. São meninas de 3, 9 e 13 anos”, disse.

Em um dos casos, como exemplo, a delegada disse que o rapaz cedia o celular para que uma das vítimas usasse para brincar e, em troca, deveria permitir alguns atos.

Segundo a delegada, esse tipo de atitude faz com que as crianças vítimas de crimes sexuais demorem muito tempo para perceber o que está acontecendo, o que faz com que os abusos durem por muito tempo.

Os crimes teriam iniciado em 2012, quando o rapaz tinha 13 anos, e duraram até janeiro de 2021, segundo a delegada, portanto por quase 10 anos.

Brinquedo na casa da mãe de uma das vítimas, em Teresina — Foto: Caroline Oliveira/g1

Brinquedo na casa da mãe de uma das vítimas, em Teresina — Foto: Caroline Oliveira/g1

“O fato dele tentar confundir toques com brincadeiras, fazer com que elas achassem que não fosse nada de mais, fez com que os crimes ficassem ocultos por muitos anos. Só quando elas passaram a apresentar sintomas depressivos, de automutilação, baixo rendimento escolar, foi que despertou a atenção das mães”, declarou.

Ela disse ainda que os crimes aconteciam nas casas de familiares, quando não havia adultos por perto. A delegada destacou que este é um componente bastante comum em crimes de violência sexual, principalmente contra crianças: os crimes acontecem em locais que a vítima costuma frequentar e o autor, normalmente, é próximo da vítima.

Mais uma investigação em curso

Ele ainda é investigado por outro estupro ocorrido contra uma prima, de 15 anos, mas a investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Luís Correia, no litoral do Piauí, onde o crime ocorreu.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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