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Polícia abre inquéritos para investigar perfis de rede social que expõem mais de 200 moradores em cidade do AC

Destas, até o momento, apenas dez pessoas procuraram a Delegacia de Sena Madureira, no interior do Acre, para registrar um boletim de ocorrência por calúnia, difamação e injúria.

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A Polícia Civil da cidade de Sena Madureira, interior do Acre, abriu dois inquéritos para investigar perfis de rede social que expõem mais de 200 moradores da cidade. Na segunda-feira (9), pelo menos dez pessoas procuraram a delegacia da cidade para registrar um boletim de ocorrência por terem sido citados em postagens dos perfis.

Nas páginas de fofoca, os administradores postam mensagem sobre a intimidade, relacionamentos, infidelidades, brigas e até ofensas aos moradores. Além disso, marcam o perfil da pessoa citada.

Com a abertura dos inquéritos, a polícia descobriu que dois desses perfis já foram desativados. Contudo, as investigações apontam que foram criadas outras páginas com os mesmos dados do login e cadastro.

Ao G1, o delegado responsável pelo caso, Marcos Frank, disse que os boletins de ocorrência foram registrados como crimes contra a honra: calúnia, difamação e injúria.

“Tinha essa investigação há algum tempo contra um perfil que divulgava coisas com ofensas e injuriava várias pessoas. Na segunda, na parte de tarde, fomos procurados por diversas pessoas também se queixando de um perfil no Instagram que estaria divulgando algumas fofocas e também ofendendo a dignidade de algumas pessoas”, explicou.

Páginas em rede social são denunciadas à Polícia Civil  — Foto: Reprodução

Páginas em rede social são denunciadas à Polícia Civil — Foto: Reprodução

O delegado falou também que enviou ofício para o Facebook solicitando a preservação dos dados das pessoas citadas nas postagens e também as informações cadastrais dos administradores das contas. A reportagem tenta contato com o Facebook.

“Fomos atendidos. Você clica no link, ainda aparece o perfil, mas em pesquisa não aparece mais. As contas foram excluídas pelos usuários, mas pedimos a preservação dos dados das pessoas como telefone, se porventura tenha usado, nome e o endereço de ID. Com os dados preservados, estamos aguardando as informações cadastrais porque com esses dados identificamos o aparelho de informática que estava sendo usado”, confirmou.

Perfis excluídos

Frank falou ainda que não entrou em contato com os usuários das contas porque eles expõem na internet as mensagens que as pessoas mandam pedindo para que o nome seja retirado da postagem. Segundo ele, mais de 200 pessoas foram ofendidas por três perfis.

“Me abstive de qualquer contato nesse sentido e estou aguardando o fornecimento dos dados. Com isso, devemos identificar as pessoas e serão interrogadas. Mais de uma dezena de pessoas me procurou. Ficam receosas, pensam que, por ser utilizada a informática, não dá para rastrear, ficam com vergonha. São crimes que precisam da iniciativa das vítimas”, concluiu.

Por G1

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Redação Juruá Online

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