Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

PF pede ao STJ prisão preventiva do padre Robson de Oliveira

Pedido foi justificado por áudio que indicaria compra de sentença favorável ao religioso na Justiça de Goiás

_________________Publicidade_________________

A Polícia Federal (PF) protocolou, no Superior Tribunal de Justiça (STJ), um pedido de prisão preventiva do padre Robson de Oliveira, ex-reitor do Santuário Divino Pai Eterno, que fica na cidade goiana de Trindade. A informação foi confirmada pelo próprio advogado do padre, Cleber Lopes.

A solicitação da PF à Corte Superior foi feita na quarta-feira (17), e o caso está sob análise do ministro Benedito Gonçalves, que ainda não emitiu um parecer sobre a questão. A motivação do pedido de prisão foi um áudio anexado ao processo que indicaria compra de sentença favorável ao religioso na Justiça de Goiás. O advogado do padre, porém, alega que o pedido não tem base jurídica.

– Encontraram diálogos que suspostamente foram aprendidos na Operação Vendilhões. Segundo eles, revela a corrupção no TJGO. Tem diálogo do advogado que fala com fulano, que sugere pagamento de vantagem no tribunal. Diálogo de advogado em processo cível, no caso da fazenda. Pegaram o diálogo e apontaram crime de corrupção – disse Cleber.

O padre foi denunciado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) por organização criminosa, apropriação indébita, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro doado por fiéis à Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe). Na ocasião das investigações, o órgão informou que o prejuízo para a associação chegaria a mais de R$ 100 milhões.

Porém, em maio deste ano, a investigação foi bloqueada por decisão do próprio STJ. Na ocasião, o desembargador Olindo Menezes considerou que as provas usadas pelo Ministério Público goiano contra o padre teriam sido compartilhadas de maneira ilegal de outra apuração.

Na noite de quinta-feira (18), o MP disse que recorreu da decisão e aguarda o julgamento do recurso pelo STJ.

A denúncia à Justiça é decorrente da Operação Vendilhões, que cumpriu mandados em agosto de 2020 para apurar os desvios. Segundo as investigações, o dinheiro teria sido usado para comprar bens como fazendas, casa na praia e até um avião. O padre, que sempre negou qualquer irregularidade, está afastado das atividades e proibido de se manifestar por decreto canônico.

Por Pleno News

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas