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Coluna Ritinha Andrade – Pessoas com deficiência e a vacinação contra Covid-19

Há quase um ano, nós, brasileiros estamos dividindo o nosso espaço no mundo com o Coronavírus – uma doença que, infelizmente continua maltratando, levando muitas pessoas que amamos e nos causando impactos imensamente negativos. Contudo, apesar dessa má onda, o tal Vírus nos proporcionou depositarmos esperança em diversas situações, mas, principalmente, em uma vacina com a capacidade de pôr fim a tudo isso. E a vacina? Ela chegou! O processo de vacinação deu largada. Mas, até agora não entendemos porque todas as pessoas com deficiência não entraram, desde o princípio nos grupos prioritários de vacinação se temos prioridade em tudo – quer dizer… É o que, pelo menos, preconiza a Lei Brasileira.

        E por que deveríamos ter essa prioridade também? Olha só: além do alto risco que o Vírus nos traz, é importante enfatizar que: pessoas com deficiência visual recorrem ao toque para reconhecer objetos e se locomoverem; pessoas com surdez que usam Libras levam as mãos ao rosto para se comunicarem; pessoas com deficiência intelectual podem ter dificuldade de entender/cumprir os protocolos de segurança e usar máscaras; pessoas com deficiência físicas precisam quase sempre do auxílio de uma muleta ou cadeira de rodas para andar – ressalto também que quem consegue dominar uma cadeira de rodas manual tem que pegar no pneu para se deslocar. Além do mais, a maioria dessas pessoas necessita de cuidadores, assistentes e profissionais no seu cotidiano. 

        Não estou levantando essas evidências para falar que somos melhores do que os outros ou coisa do tipo. Não, não é isso! E é claro que compreendemos que há prioridades maiores no momento. Mas, se existe uma Lei que nos fala que somos prioridades também por que não cobrarmos ela? Foi em virtude disso, que o Ministério Público do Acre (MP-AC) requisitou, através de um oficio, que a Secretária de Saúde de Rio Branco (Semsa) incluísse as pessoas com deficiências permanentes nos grupos prioritários de vacinação. Entram aqui também, os que têm Autismo e Síndrome de Donw. 

        No mais, se o oficio tiver sucesso, ele só funcionará para Rio Branco – AC. Aí, eu fico me perguntando: “Cadê essa solicitação por parte dos Ministérios Públicos dos outros municípios acreanos?”, “Não vai ter?”, “Nossa prioridade vai passar despercebida?” 

        Com base nisso, peço que os demais municípios do Estado procurem seguir e estender o exemplo de Rio Branco para fazer valer a nossa priorização na vacinação contra Covid-19. É necessário. É importante. É Lei! 

Ritinha Andrade

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Redação Juruá Online

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