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Pesquisas com material genético e estudo do ambiente são alternativas contra o Aedes aegypti

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O Aedes aegypti talvez seja um dos insetos mais temidos pelos brasileiros no âmbito da saúde pública. E esse temor não é infundado, pois o mosquito é o responsável pela transmissão de doenças como zika vírus, chikungunya, febre amarela e a mais conhecida delas: a dengue.

No Acre – um dos estados brasileiros com maior incidência da doença – já foram registrados neste ano, até o início de outubro, 13.714 casos da doença. A incidência registrada aqui – 1.512 casos por grupo de 100 mil habitantes – é a maior do Brasil, segundo dados do último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde.

O Zika vírus tem taxa de incidência no estado de 21,6 por 100 mil habitantes, com 196 doentes até outubro deste ano, e no caso da chikungunya a taxa é de 25,4 casos por grupo de 100 mil habitantes, com 230 casos no mesmo período de avaliação que o dos dados relativos à dengue.

Apesar de o estado promover ações de sanitização e utilizar métodos tradicionais de combate ao mosquito, o trabalho não tem demonstrado efeitos positivos, como os números demonstram. Campanhas de conscientização e aspersão de veneno são os caminhos básicos, mas sem resultados permanentes a curto prazo.

Um estudo desenvolvido por cientistas israelenses e brasileiros, por meio de pesquisas com material genético e estudo do ambiente, é uma das alternativas aos métodos tradicionais que estão surgindo no combate ao mosquito Aedes Aegypti, comprovadamente uma das maiores ameaças à saúde pública no estado do Acre.

O projeto Controle Natural de Vetores, da Forrest Brasil Tecnologia, está se mostrando eficiente em Ortigueira (PR), numa parceria com o município e uma empresa da região, a Klabin. Implantado em novembro de 2020, em seis meses o estudo apresentou uma redução de 92% da população local de mosquitos.

O número de pessoas doentes também caiu, de 120 para 4, quase 97%, e não foram registradas mortes. O estudo é reconhecido pela comunidade científica internacional e publicado no Journal of Infectious Diseases, revista médica revisada por pares, publicada pela Oxford University Press em nome da Sociedade de Doenças Infecciosas da América, principal referência na área.

A a diretora técnica na Forrest Brasil Tecnologia, a bióloga Lisiane Poncio, esclareceu como funciona o estudo de Controle Natural de Vetores, um novo método baseado na tecnologia TIE que reduz com sucesso a população de mosquitos e limita significativamente a propagação da dengue.

“Consiste na utilização do Inseto Estéril (TIE) e se baseia na soltura massiva e contínua de mosquitos machos estéreis que acasalam com as fêmeas selvagens. Quando as solturas são mantidas, essas fêmeas geram descendentes cada vez menos viáveis (que não propagam a doença), resultando na redução gradual, de mais de 90%, da população local de mosquitos”, explicou.

Lisiane Poncio também disse que a experiência do Controle Natural de Vetores ainda não chegou na Amazônia, mas que o objetivo é de que a técnica, que é única no mundo e que não agride o meio ambiente, seja estendida a todo o Brasil. Segundo ela, como o estudo trabalha com linhagens locais de mosquitos os resultados tendem a ser igualmente efetivos em qualquer região do país.

Para que isso aconteça, a empresa Forrest Brasil Tecnologia busca divulgar o trabalho em outras partes do país e procura parcerias com as secretarias de saúde e empresas privadas nos municípios, a exemplo do que ocorre em Ortigueira, no Paraná. Até o momento, o estudo recebe apenas financiamento externo.

Em todo o Brasil, foram notificados 477.209 casos prováveis de Dengue neste ano (taxa de incidência de 223,7 casos por 100 mil habitantes) até a Semana 39 do Boletim Epidemiológico. Em comparação com o ano de 2020, houve uma redução de 47,8% de casos registrados para o mesmo período analisado.

Via-Ac 24 horas

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Redação Juruá Online

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