18 de maio de 2022   |   17:10  |  

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Pesquisadores descobrem novo tipo de célula nos pulmões humanos

As RAS, como foram apelidadas, são semelhantes às células-tronco e podem oferecer esperança para pacientes com DPOC.

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Pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram um novo tipo de célula no pulmão humano. O estudo, publicado no final de março na revista científica Nature, conta que as Respiratory Airway Secretory Cells (RAS) são semelhantes às células-tronco.

As RAS ficam localizadas nos bronquíolos, estruturas que fazem parte dos brônquios e penetram nos alvéolos pulmonares. Segundo os cientistas, as células são capazes de se transformar em qualquer outro tipo de célula do corpo, e podem reparar danos nos alvéolos.

A pesquisa revela que as células RAS têm duas funções principais para o pulmão. A primeira é secretar moléculas que mantém os bronquíolos hidratados, para prevenir o colapso das vias aéreas menores e o comprometimento no funcionamento do pulmão. A segunda é se transformar em células especiais que liberam elementos químicos usados para reparar alvéolos danificados.

A descoberta foi feita após anos de pesquisas com pulmões de roedores — apesar de os ratinhos serem importantes para a ciência, há limitações e diferenças com os órgãos humanos. Os pesquisadores decidiram, então, analisar os genes de uma amostra de tecido pulmonar.

“Já se sabe há algum tempo que as vias aéreas do pulmão humano são diferentes das dos ratos. Porém, só recentemente novas tecnologias nos permitiram identificar tipos únicos de células”, explicou o professor Edward Morrisey, autor sênior do estudo, ao site Live Science.

Em contrapartida, o time descobriu que furões também têm células RAS. Os pesquisadores acreditam que a maioria dos mamíferos com tamanho semelhante ou maior que o dos animais pode contar com a presença deste tipo de célula.

Esperança para pacientes com DPOC

Os pesquisadores acreditam que a descoberta pode ser uma esperança para pacientes com doenças pulmonares causadas pelo uso de cigarro, como a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC).

O DPOC pode levar à destruição dos alvéolos além de inflamação nos brônquios (bronquite). Teoricamente, as RAS poderiam prevenir ou pelo menos diminuir os efeitos da doença, uma vez que são capazes de recuperar alvéolos danificados.

Segundo os cientistas, é possível que as células RAS possam ser usadas para melhorar tratamentos ou até curar pacientes com DPOC. Porém, ainda é preciso avançar nos estudos para chegar neste estágio. “Realmente não sabemos se essa descoberta pode levar à uma potencial cura da DPOC até o momento. Porém, como sabemos pouco sobre a doença, qualquer novo insight pode ajudar a comunidade científica a pensar em novas abordagens terapêuticas que possam levar a tratamentos melhores”, diz Morrisey.

Por Metrópoles

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