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Pescadores capturam 10 toneladas de bagre em Balneário Camboriú; polícia investiga suspeita de crime ambiental

Pesca ocorreu na altura da Rua 4.000, na Praia Central, que recentemente passou por obras de alargamento.

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Na quarta-feira (12), pescadores de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense, capturaram 10 toneladas de peixe bagre na altura da Rua 4.000, na Praia Central, que recentemente passou por obras de alargamento. De acordo com o delegado Davi Queiroz, uma investigação foi aberta para apurar a suspeita de crime ambiental, que pode resultar em multa de até R$ 4 milhões.

A pesca é proibida porque os bagres estão em período de defeso, que vai de janeiro a março. A Polícia Civil também apura se a espécie está na lista de animais ameaçados de extinção. Nesse caso, o crime ambiental é ainda mais grave.

O resultado da pesca chamou a atenção de banhistas que estavam no local. O aparecimento da espécie na beira do mar é considerado raro, de acordo com o professor Jules Soto, curador do Museu Oceanográfico da Universidade do Vale do Itajaí (Univali).

Pesca ocorreu na Praia Central de Balneário Camboriú — Foto: Adriano Gatto/ Arquivo pessoal

Pesca ocorreu na Praia Central de Balneário Camboriú — Foto: Adriano Gatto/ Arquivo pessoal

O professor explica que o bagre é um peixe que vive em águas rasas e é típico da região Sul e Sudeste do Brasil. O local em que o cardume apareceu nesta terça-feira, porém, desperta curiosidade.

“É comum o aparecimento de grandes cardumes de bagre nessa época do ano, mas não na beira da praia, principalmente naquela região. O registro de 10 toneladas em praia é muito incomum”, explica.

Soto afirma que há registros fotográficos de pesca de bagre na região nas décadas de 1960 e 1970. “O peixe era consumido após a salga da carne, pois, segundo o professor, era considerado de qualidade inferior, de segunda qualidade”, explica.

Para o professr, é difícil avaliar o que pode ter provocado a aparição dos peixes. Ele diz que o alargamento da praia pode ser um dos motivos, mas que não há como afirmar neste momento. Por se tratar de um caso isolado até agora”, afirmou.

Por G1

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Redação Juruá Online

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