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ONU: Paridade de gênero nos Parlamentos só será alcançada em 50 anos

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Pouco mais de um quarto dos legisladores em todo o mundo são mulheres, segundo a UIP (União Interparlamentar). Com isso, 75% dos assentos em Parlamentos pelo globo permanecem sob poder dos homens. 

Com o aumento em 0,6% de legisladoras em 2020, o progresso é considerado “tão lento” que será necessário meio século para se atingir a paridade no ritmo atual. 

O campeão de assentos ocupados por mulheres é Ruanda, na África, com 61,3% de legisladoras na câmara baixa e 38,5% na alta. 

ONU: Paridade de gênero na política só será alcançada em 50 anos
Eleitora deposita seu voto nas eleições da Somália de 2017 (Foto: UN Photo/Ilyas Ahmed)

O relatório “Mulheres no Parlamento” traz Cuba e Emirados Árabes Unidos como sucesso na paridade de gênero, com as parlamentares ocupando metade ou mais dos assentos. O Haiti, sem mulheres na Casa Legislativa, aparece em último lugar do relatório anual. 

Entre países lusófonos, Moçambique ocupa a 19ª posição do ranking das legisladoras com 42,4%. O país também consta no estudo por ter uma das 59 casas legislativas presididas por uma mulher em 192 Parlamentos.  

No 22º lugar da classificação está Portugal, com 40% de mulheres, e no 32º Timor Leste com 38,5%. Ocupando o 52º está Angola com 29,6%. Já em 75º está Cabo Verde com 19% e em 92º São Tomé e Príncipe, com 13%. 

Brasil ocupa o 142º lugar com 15,2% de mulheres no Congresso e 12,4% no Senado. Por último, está a Guiné-Bissau com 13,7% na posição 149. 

Eleições  

As mulheres representam 25,5% dos parlamentares em 2020. O dado contempla 179 parlamentos nacionais e 13 regionais. Em 1995, a proporção era de 11,3%. Conforme o relatório, um sistema de cotas para a política bem elaborado é a chave para o progresso.

Em 25 dos 57 países que adotaram o sistema em renovações parlamentares, os Parlamentos com cotas elegeram quase a maioria de mulheres para 12% das câmaras simples e inferiores e 7,4% das câmaras superiores. 

“Os resultados são melhores quando mulheres atuam na legislação de questões específicas”, disse o secretário-geral da UIP, Martin Chunchong. “A saúde e o funcionamento dos parlamento se tornam mais sensíveis ao gênero”.

ONU: Paridade de gênero na política só será alcançada em 50 anos
Mulheres e crianças em acampamento de deslocados no Sudão do Sul, em julho de 2012 (Foto: União Europeia//Malini Morzaria)

As Américas lideram em termos da proporção de legisladoras em regiões com 32,4% de parlamentares do sexo feminino. No Chile, Colômbia e Equador, o percentual é superior à média. 

Na África Subsaariana, Mali e Níger tiveram ganhos significativos na representação feminina, apesar dos desafios de segurança. O estudo aponta essas nações provam que o papel das mulheres nos processos de transição é a chave para seu empoderamento na política. 

A mais baixa proporção feminina no Parlamento é da região do Oriente Médio e Norte da África, com 17,8% em média. Com exceção da Nova Zelândia, o número de mulheres parlamentares no Pacífico permanece baixo ou nulo. 

O relatório realça que a Covid-19 também influenciou as eleições e as campanhas eleitorais no ano passado. Chungong realça que impacto da pandemia foi negativo e em alguns países pleitos foram adiados.  

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Redação Juruá Online

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