14 de agosto de 2022   |   10:07  |  

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OMS alerta que pandemia do Covid-19 está ‘longe de terminar’

Segundo a organização, aumento das infecções mantém Covid-19 como uma das maiores urgências de saúde internacional.

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O aumento das infecções por Covid-19 mostra que a pandemia está “longe de acabar”, alertou nesta terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS), que a mantém como uma das maiores emergências de saúde pública em nível internacional.

— Novas ondas do vírus mostram mais uma vez que a Covid-19 está longe de terminar — disse o diretor da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em Genebra.

O número de casos notificados à agência das Nações Unidas aumentou 30% nas últimas duas semanas, devido às subvariantes da Ômicron BA.4 e BA.5 e ao levantamento das medidas sanitárias.

Diante dessa situação e do aumento da pressão sobre os sistemas de saúde, Tedros pediu aos governos que ajam com medidas que já se mostraram eficazes.

— Enquanto que as hospitalizações e a transmissão da Covid-19 aumentam, os governos devem implementar medidas como o uso de máscaras, melhor ventilação e protocolos de triagem e tratamento — acrescentou.

Referindo-se à hospitalização de pacientes com infecções graves e ao número crescente de pessoas com Covid longa, Tedros Adhanom afirmou:

— O vírus corre livre e os países não estão gerenciando efetivamente a carga da doença da melhor maneira possível.

‘Incerto e imprevisível’

Por decisão unânime, o comité de emergência Covid-19 da OMS reuniu-se sexta-feira por videoconferência e determinou que a pandemia continua a ser uma emergência de saúde pública de importância internacional, que é o nível de alerta máximo da organização.

O diretor de Emergências da OMS, Michael Ryan, observou durante a reunião que as recentes mudanças nas políticas de testagem dificultavam a detecção de novos casos de Covid-19 e a evolução do vírus.

A comissão salientou que a diminuição dos testes de detecção e, portanto, do sequenciamento do genoma, tornou “cada vez mais” difícil avaliar o impacto das variantes da Covid-19.

—Isso impossibilita avaliar as variantes do vírus que estão circulando atualmente e as novas — disse.

Segundo o comitê, a evolução do vírus e as características das novas variantes permanecem “incertas e imprevisíveis”.

Dose de reforço

O comitê também observou o recente aumento no número de casos de Covid-19 em diferentes regiões do mundo, bem como a falta de medidas de saúde pública adaptadas em regiões afetadas pelo ressurgimento de casos.

Por seu lado, o escritório europeu da OMS, responsável por 53 países, recomendou uma segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 para os grupos de idosos e vulneráveis.

Desde o final de maio, o continente europeu registrou um aumento acentuado de infecções.

Em Moscou, por exemplo, capital russa, os casos aumentaram 57% na última semana, segundo as autoridades de saúde, que mais uma vez recomendaram o uso de máscaras.

Por AFP- GENEBRA

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