17 de maio de 2022   |   18:18  |  

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“O chá que transforma vidas”, diz líder religioso sobre o chá da Ayahuasca

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O servidor público e membro do Instituto Ecumênico do Acre, Antônio Gomes, que atualmente é um dos mais conhecidos e renomados membros da U.D.V ( União do Vegetal ) no Acre, comentou em entrevista recente sua experiência com o chá da ayahuasca, mais conhecido como Daime.

O professor e líder religioso citou que, antes de conhecer a União do Vegetal, frequentou por muitos anos a Igreja Católica, chegando a fazer parte da direção da Igreja em Cruzeiro do Sul. Estudioso e conhecedor da Bíblia, Antônio disse que aprendeu muito durante os 37 anos em que estudou com os padres e os irmãos Maristas.

Antônio Gomes falou como chegou à União do Vegetal. Disse que o ser humano vive uma busca constante, atrás de algo que lhe atenda espiritualmente. “O ser humano vive em uma busca, na verdade todos, todos nós vivemos em busca e dentro dessa busca, chegou o momento na Igreja Católica que eu parei de frequentar por um tempo. Então, fiquei assim depois de muito tempo trabalhando diretamente, ali, militando, eu dei uma pausa e nessa pausa eu conheci o vegetal, a ayahuasca, fui convidado a participar de uma sessão. Gostei, mas não fiquei imediatamente e fiquei sem conhecer. Só em 1999 é que eu resolvi voltar e ficar. E desde 1999 estou frequentando a União do Vegetal” comentou.

Gomes, acrescentou que um dos motivos de estar até hoje na União do Vegetal, é a clareza e a aproximação que esse chá proporciona no sentido de atrair coisas boas. Ele comentou que antes de chegar à União do Vegetal gostava de bebida alcoólica, bebia quase que todos os dias. Mas, após beber o chá, o Daime como é conhecido, deixou de lado a bebida e passou a ter outra vida.

“As pessoas têm tendência a reprovar, a rejeitar, a discriminar. E como tem esse chá? E o chá realmente é pouco conhecido pelas pessoas. As pessoas taxam logo de uma droga de alucinógeno, mas na verdade, mesmo quem conhece, mesmo que só de visitar o momento social dessas religiões, sabe que não é droga. Uma explicação bem simples. Ele é o contrário da droga. E a droga, a pessoa precisa sempre mais para manter a mesma. A mesma música. O vegetal, o chá, o Daime, a gente pode beber sempre menos. A droga afasta da família. O vegetal agrega as famílias. A droga destrói o seu sentimento. O vegetal reconstrói, a droga isola, o vegetal aproxima. Traz à comunidade e a diferença está basicamente nisso. Enquanto a droga mata, o vegetal liberta. O chá, o Daime, se bebido com pessoas experientes de maneira correta, no local certo, nas quantidades corretas, ele liberta. Ele desalucina as pessoas. Eu cheguei um pouquinho alucinado também. Eu bebia quase todo dia. Eu tinha a vida social muito ativa. Eu gostava muito de bebida alcoólica. Era assim, um ponto fraco que eu tinha. Ninguém disse que eu tinha que parar. Mas quando eu cheguei lá, eu comecei a frequentar, ter novos amigos, novos do ponto de vista, novas visões, novas vontade, novos objetivos. Eu, desalucinei, desacelerei e entrei num ritmo melhor que a minha vida. Hoje, eu acho mais saudável”, disse

O líder religioso, que é membro do Instituto Ecumênico do Acre, assim como membro da Câmera Temática de Culturas Ayahuasqueiras, comentou a importância do respeito que se deve ter com as demais religiões existentes em nosso estado.

“As religiões existem para atender os graus de compreensão. Eu tenho irmãos evangélicos. Eu tenho um irmão pastor, um irmão católico. Eu acho muito legal isso. Se a pessoa se sente bem naquela religião e não precisa do vegetal, eu acho muito bom que ela não precise. Nós, enquanto religião, precisamos, usamos o vegetal. O chá que nós bebemos nos proporciona concentração mental e dentro da concentração mental, recebemos ensinamentos, recebemos orientação, conselhos, doutrinas. Então nós precisamos. E aí as pessoas que falam um pouco mais porque não conhecem, como eu já disse. E a gente tem que respeitar. É uma das formas que eu tenho de pedir respeito à minha religião e respeitando a religião do meu semelhante. A Oração de São Francisco é isso: é dando que se recebe. Então posso dizer, é respeitando que eu sou respeitado e é acolhendo que se é acolhido e não falando mal. É plantando flores, que colho flores. Assim eu aprendo na minha religião. Então, o meu principal ponto é respeitar o meu semelhante em todos os aspectos. Ele tem uma tendência para ir para uma religião. Eu tenho que respeitá-lo. Então, quando eu respeito isso, é uma onda. Se esse respeito vai, esse respeito vem. É isso que eu vejo, que é o fundamental nessa história toda e a gente não achar que é o dono da verdade. Eu não penso que nós temos a verdade toda. Eu não penso que nós somos os melhores e nem os piores. Nós somos mais um segmento religioso e mais um grupo de pessoas que se reúne para trabalhar o seu interior, para trabalhar a sua vida espiritual, para chegar mais perto de Deus e, se chega mais perto de Deus amassando o coração, respeitando o outro, tratando o bem, praticando a beneficência, a fraternidade, o amor ao próximo, porque este é o principal mandamento de Jesus amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo” conclui Gomes.

Por Na Hora da Notícia

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