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Nova espécie de sapo “fluorescente” é descoberta na Mata Atlântica

O "Brachycephalus rotenbergae" é extremamente venenoso, segundo pesquisadores brasileiros que coletaram mais de 276 anfíbios ao sul da Serra da Mantiqueira, em São Paulo

Uma nova espécie de sapo-pingo-de-ouro (Brachycephalus rotenbergae), capaz de brilhar quando exposta à  Luz fluorescente, foi descoberta por pesquisadores brasileiros, que coletaram mais de 276 anfíbios durante um trabalho de campo em uma região de  Mata Atlântica ao sul da Serra da Mantiqueira, em  São Paulo. Os resultados do estudo foram publicados na revista científica  PLOS ONE, na última quarta-feira (28).

Sapos-pingo-de-ouro são um grupo de  espécies de tamanho minúsculo (menos de 16 milímetros), sendo que a maioria é  pequena o suficiente para caber em uma unha. Apesar disso, eles são muito venenosos e perigosos. Até então, 36 deles tinham sido descobertos, mas classificá-los nem sempre é fácil.

Os pesquisadores às vezes discordam sobre a quais espécies uma determinada população  deve ser atribuída. Isso porque diferentes populações têm características e até composição genética similares. Desta vez, os profissionais usaram uma abordagem integrada, que envolve estudo de genes, anatomia, história natural e até a observação do ruído dos sapos.

A nova espécie de sapo iluminada por uma lanterna UV (Foto: Nunes et al, 2021, PLOS ONE)
A nova espécie de sapo iluminada por uma lanterna UV (Foto: Nunes et al, 2021, PLOS ONE)

Durante os anos de 2017 a 2019, os especialistas coletaram os sapos utilizando luz fluorescente para localizar as minúsculas criaturas. Então, os anfíbios foram levados até um laboratório, onde foram feitos vários testes para identificar as espécies, como exames de DNA.

Ao compararem a nova espécie com as demais, eles perceberam que B. rotenbergae é extremamente venenoso, assim como seus familiares. Entretanto, o novo sapinho pingo-de-ouro apresenta manchas escuras em sua cabeça e é ligeiramente menor do que os outros. Ele se difere dos demais anfíbios do grupo em cerca de 3%, estimam os autores. 

Via-Galileu

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Redação Juruá Online

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