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Nova cheia de rios atinge cerca de 7 mil pessoas em duas cidades no interior do Acre

Em Feijó, cerca de 2 mil pessoas estão atingidas pelas águas do Rio Envira, seis famílias estão desabrigadas. Já em Cruzeiro do Sul, Defesa Civil estima que são ao menos 5 mil pessoas afetadas pelo Rio Juruá com a nova subida do manancial.

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A nova cheia dos rios registrada nos últimos dias de março atinge cerca de sete mil pessoas em duas cidades do interior do Acre. De acordo com dados da Defesa Civil de Feijó, mesmo tendo baixado pouco mais de 30 centímetros em 24h, o Rio Envira segue acima da cota de transbordo e atinge cerca de duas mil pessoas.

Na medição das 6h desta terça-feira (30), o rio chegou à marca dos 12,70 metros. Essa é a terceira vez que o manancial transborda na cidade este ano e afeta centenas de famílias.

Ainda segundo a Defesa Civil, seis famílias com 25 pessoas estão desabrigadas e foram levadas para um abrigo montado na Escola Imaculada Conceição. O órgão ainda não tem o número de famílias desalojadas, aquelas que vão para casas de parentes após serem atingidas.

Localidades atingidas

  • Bela Vista
  • Bairro do Hospital
  • Aristides
  • Parte do Centro

Cruzeiro do Sul

Na segunda maior cidade do Acre, Cruzeiro do Sul, o nível do Rio Juruá continua subindo e na medição das 6h desta terça chegou a 13,36 metros e está acima da cota de transbordo, que é de 13 metros. De acordo com a Defesa Civil Municipal, ao menos cinco mil famílias estão atingidas pela nova enchente.

Ainda não foi preciso retirar famílias de casa para levar a abrigos ou para casa de parentes. Mas, segundo o coordenador José Lima, ainda há 17 famílias em dois abrigos da cidade desde fevereiro deste ano, quando o rio também transbordou. Essas famílias foram as mais atingidas e ainda não conseguiram retornar para suas casas. Elas estão na escola Padre Marcelino Champagnat e Escola Padre Cristóvão Freire Arnaud.

Localidades atingidas em Cruzeiro do Sul

  • Várzea
  • Miritizal
  • Lagoa
  • Cruzeirinho
  • Olivença
  • Cobal
  • Saboeiro
  • Parte do Remanso
  • Comunidade Praia Grande
  • Ramal da Boca do Moa
  • Estirão do Remanso
  • Comunidade Florianópolis
  • Comunidade Tapiri

Calamidade pública

Em fevereiro deste ano, o Rio Envira e o Rio Juruá, assim como outros mananciais de 10 cidades do Acre, transbordaram e atingiram centenas de famílias. Ao todo, nesses municípios, cerca de 130 mil moradores foram afetados pelas enchentes.

Segundo os dados da Defesa Civil, na enchente de fevereiro deste ano, o Rio Envira marcou sua cota histórica, chegando a 14,54 metros no dia 22 de fevereiro, superando a então cota histórica de 14,48 de fevereiro de 2015.

Já no caso do Rio Juruá, durante a enchente de fevereiro, o manancial também marcou sua cota história no dia 20, quando chegou a 14,36 metros, superando a então cota histórica de 14,24 metros, marcado no dia 2 de fevereiro de 2017.

No dia 22 de fevereiro, o governador Gladson Cameli decretou calamidade pública e, no mesmo dia, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o  estado de calamidade nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

Beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) das 10 cidades do Acre que foram atingidas pela cheia em fevereiro terão os pagamentos antecipados a partir deste mês, decidiu o órgão previdenciário em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) no último dia 19 de março.

Via G1

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Redação Juruá Online

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