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Neri vai entrar com ação contra Bocalom e Petecão e pede auditoria na Prefeitura

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“Me acusaram de forma leviana, conhecendo a minha vida pessoal e profissional”.

A ex-prefeita Socorro Neri concedeu uma coletiva à imprensa na manhã desta quinta-feira (18) para falar a respeito dos contratos firmados entre o executivo municipal e as empresas responsáveis pela contratação de garis e margaridas que realizam a limpeza da cidade de Rio Branco.

Depois de ter a sua gestão apontada como responsável pelas supostas irregularidades nas licitações pelo atual prefeito Tião Bocalom, seu secretário que responde pela zeladoria da cidade e pelo senador Sérgio Petecão, Socorro destacou que solicitará uma auditoria pelo Ministério Público do Acre (MPAC) e pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) para apurar os contratos, já que não sabe de que forma o levantamento foi feito pela equipe do progressista.

“Vou acionar os órgãos de controle para que uma auditoria seja feita nos contratos. Não admito que as acusações levianas sobre minha gestão sejam feitas dessa forma, sem uma fiscalização isenta”, explicou Neri, que colocou sua vida como funcionária pública distante de qualquer crime contra à administração.

A também professora da Universidade Federal do Acre (Ufac) disse ainda que entrará com uma ação na Justiça contra o prefeito, o secretário e o senador Sérgio Petecão, por conta das acusações feitas à sua figura.

“Me acusaram de forma leviana, conhecendo a minha vida pessoal e profissional, sabendo que sempre fui muito transparente no exercício da minha função. Vou à justiça contra o prefeito Tião Bocalom, seu secretário e o senador Petecão. Isso é inadmissível”, destacou.

Socorro defendeu que “são estranhas as acusações de corrupção, quando sua gestão foi considerada pela Controladoria Geral da União (CGU) a 6ª mais transparente entre as todas as capitais do Brasil” e esclareceu que nunca recebeu nenhuma denúncia sobre problemas com as terceirizações, já que a zeladoria sempre foi uma de suas mais elogiadas secretarias.

“Não sou eu quem estou dizendo, apenas. A CGU esclarece o que de fato foi minha gestão. Nunca recebi nenhuma denúncia de irregularidade sobre esses contratos. Pelo contrário, o trabalho dos garis e das margaridas sempre foi muito elogiado”, continuou.

Os profissionais estavam com dois meses de salário atrasado desde que Bocalom se negou a repassar o valor pago desde 2015 às licitadas, por considerar a quantia extrapolada. Nesta quarta-feira (17), o provento foi repassado, depois de dois dias de manifestação por parte dos trabalhadores.

Neri apresentou todos os documentos assinados sobre as prestações de serviços desde 2015 e disse que o montante é compatível com o valor gasto com cada trabalhador, somando pouco mais de R$ 3 mil, inserindo os encargos comuns e outros direitos trabalhistas.

Sobre as acusações de que os garis não estavam higienizando a quantidade de metros quadrados exigidos no contrato – o que justificaria o repasse de um valor menor às empresas -, Neri destacou que a responsabilidade pela fiscalização dos trabalhos realizados pelos zeladores deve ser feita pela atual gestão.

“O valor é compatível se levarmos em consideração o que é gasto com cada trabalhador. Se consideram que os zeladores não estão cumprindo com a quantidade de metros exigida no contrato, que fiscalizem, mas não fiquem procurando culpados, jogando a responsabilidade para a gestão passada. Enquanto fui prefeita, os nossos garis e margaridas estavam trabalhando normalmente, de forma muito competente e recebendo em dia, com o tratamento mais humanitário possível”, finalizou.

A ex-prefeita preferiu não tecer comentários sobre o mandato de Bocalom, mas disse que continua torcendo para que a gestão progrida.

Via: Contilnet

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Redação Juruá Online

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