30 de junho de 2022   |   14:45  |  

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Não é só perda de peso: Veja 12 benefícios que você colhe ao comer melhor

Entre os benefícios da alimentação saudável estão: Melhora da memória e concentração, fortalecimento da imunidade, prevenção de doenças, melhora do humor e dos sintomas de transtornos mentais, entre outros.

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Uma dieta não saudável é responsável por aumentar várias doenças crônicas e até mesmo elevar a taxa de mortalidade da população geral. A má alimentação deixa a pessoa com raciocínio mais lento, sem agilidade, muito mais cansada e com preguiça de realizar tarefas normais do dia a dia. Até o sono pode sofrer alterações quando a alimentação não vai bem.

Apesar de comumente ser associada à perda de peso, uma boa alimentação tem relação direta com a saúde e a qualidade de vida da pessoa, segundo a nutricionista Rosana Farah, da SBAN (Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição).

“Quando nossas escolhas alimentares são adequadas às necessidades nutricionais, melhor é a nossa saúde física e mental, uma vez que a alimentação está relacionada a vários aspectos emocionais, como depressão e ansiedade”, explica Farah.

De acordo com a endocrinologista Paula Pires, da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) em São Paulo, comendo melhor, as pessoas ainda podem evitar obesidade, diabetes tipo 2, diversos tipos de cânceres, pressão alta, infarto e AVC, garantindo um envelhecimento saudável e com vitalidade.

Benefícios de uma boa alimentação

A seguir, veja benefícios de melhorar a alimentação, além do controle do peso.

1. Melhora da memória e concentração

O cérebro é um órgão que tem poucas reservas de nutrientes, por isso investir em uma dieta equilibrada é essencial para manter o seu bom funcionamento. A glicose, que dá energia, é a principal, e o ajuda a realizar suas funções. Mas não é só ela. A vitalidade dos neurônios e a memória afiada vêm da associação de uma variedade de alimentos com ação antioxidante e anti-inflamatória, que protege o cérebro.

2. Fortalecimento da imunidade

Coordenadora dos Serviços de Alimentação do Hospital Sírio-Libanês, a nutricionista Ana Lúcia Rodrigues revela que uma alimentação rica em vitaminas e minerais, acompanhada de prática de atividade física regular e boa hidratação, também tem um papel importante no fortalecimento da imunidade.

3. Prevenção de doenças

Estudos epidemiológicos indicam que indivíduos que consomem mais compostos bioativos têm menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, doenças neurodegenerativas, degeneração macular relacionada à idade e alguns tipos de câncer.

Presentes em alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, leguminosas e cereais, os compostos bioativos dos alimentos não são tão importantes para o organismo humano como os nutrientes essenciais, mas, com o consumo contínuo e em quantidades significativas, conferem vários benefícios à saúde por meio de suas ações antioxidante, anti-inflamatória, vasodilatadora e anticarcinogênica.

4. Diminui a inflamação

“Dentro do nosso corpo ocorrem inflamações causadas pelo consumo constante de alimentos industrializados ricos em toxinas, aditivos, corantes, açúcares, sal e conservantes. Quando não tratada, a inflamação torna-se crônica e predispõe a doenças”, diz Rodrigues.

Alguns compostos presentes em alimentos, como os chamados bioativos, podem ter atividade biológica capaz de reduzir a resposta inflamatória. Como é o caso do ômega 3, presente principalmente em peixes de água fria e em algumas sementes, a chia e a linhaça; o resveratrol, presente em uvas; a curcumina, presente na cúrcuma; as catequinas do chá verde, entre outros.

Uma alimentação equilibrada baseada em alimentos in natura e minimamente processados e a prática regular de exercício físico podem melhorar o metabolismo e o perfil inflamatório, ficando mais perto de um equilíbrio nutricional e metabólico.

5. Estabilização nos níveis de glicemia

Quando a pessoa consome algum alimento, o corpo passa a produzir insulina, hormônio que normalmente possui seus níveis aumentados em quem corre o risco de desenvolver o diabetes tipo 2. Então, se a alimentação continuar nada saudável, ou seja, pobre em fibras e rica em gordura saturada e em carboidratos mais simples, em especial os açúcares, isso favorecerá o ganho de peso, o que fará com que a insulina pare de funcionar de forma adequada.

Portanto, uma alimentação correta pode reduzir o risco de diabetes e de pré-diabetes. Mas também é importante a prática regular de exercícios físicos, assim como parar de fumar e reduzir o consumo de álcool.

6. Melhora na disposição física

A alimentação tem um papel importante em nossa disposição. Tanto o excesso como a falta de nutrientes provoca alterações metabólicas que podem levar ao cansaço.

Dar atenção aos alimentos que colocamos no prato é fundamental, já que a principal função do alimento é fornecer energia ao organismo. Para ter mais disposição, é preciso ingerir quantidades adequadas de carboidratos, proteínas, lipídeos, minerais e vitaminas. Essa é a melhor forma de fornecer energia para as células trabalharem de maneira mais eficiente.

7. Auxilia no controle do colesterol

Embora as dislipidemias (alteração nas taxas de colesterol e triglicérides) possam ocorrer por causas genéticas, um percentual importante desse problema ocorre devido a hábitos alimentares ruins, como consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras saturadas, frituras e ultraprocessados e baixa ingestão de alimentos ricos em fibras (frutas, verduras, legumes) ou não industrializados. Por isso, comer de forma adequada e balanceada ajuda a controlar o nível de colesterol.

8. Melhor cicatrização de feridas

Não é só de medicamento que se faz um bom pós-operatório. A alimentação também é importante para a recuperação e deve seguir prescrição médica, que varia de acordo com o procedimento cirúrgico realizado. De modo geral, neste momento é recomendado optar por comidas leves, para que o organismo foque sua energia na regeneração dos tecidos e não na digestão.

9. Contribui para uma boa saúde bucal

Ao falar em saúde bucal, logo se pensa nos alimentos que prejudicam os dentes, como os açúcares causadores de cárie. No entanto, há também aqueles que são aliados da boca, como o cálcio. O mineral encontrado em alimentos como leite, feijão e soja participa dos processos de formação, renovação e sustentação dos ossos e dentes. É ele que torna os dentes resistentes às agressões externas ao longo da vida, além de promover a renovação óssea e a sustentação da arcada.

10. Melhora o humor e ameniza sintomas de transtornos mentais

Um estudo, feito na Grã-Bretanha, analisou os hábitos de 200 voluntários e mostrou que em 88% dos casos, as mudanças na dieta, entre outros costumes, como tabagismo e atividade física, conseguiram amenizar os sintomas de transtornos mentais, como ataques de pânico, ansiedade e depressão.

Outro trabalho, publicado na Revista de Saúde Pública em 2017, comparou os costumes de 49.025 brasileiros adultos e seus sentimentos, e concluiu que aqueles que tinham comportamentos menos saudáveis, o que envolvia a ingestão de carnes gordurosas, refrigerantes e álcool em excesso, apresentaram mais tendência à depressão.

11. Melhora a pele e fortalece os cabelos e unhas

Uma alimentação saudável é o primeiro passo para garantir um cabelo forte, pois ajuda a evitar uma queda na qualidade dos fios e, como consequência, perda de brilho. Além disso, as fibras alimentares são responsáveis por fazer uma “varredura” em nosso corpo, limpando-o e contribuindo com a renovação celular local e melhorando a composição de nossa microbiota intestinal, condição que impacta positivamente na saúde do corpo como um todo, inclusive da pele, cabelo e unhas.

Também não se esqueça da importância de se manter hidratado e de consumir vitamina C, que atua como um potente antioxidante, auxilia a formação do colágeno endógeno e deve ser consumida diariamente por meio de frutas cítricas.

12. Melhora o sono

A alimentação pode reduzir a inflamação do intestino para que os hormônios do sono sejam produzidos de forma eficiente. Para isso, é importante diminuir o excesso de açúcares refinados e doces; tomar chá de camomila ou mulungu à noite, que além de reduzirem a inflamação, promovem relaxamento muscular; priorizar alimentos anti-inflamatórios, como verduras, legumes, frutas, grãos, raízes, azeite e castanhas; o consumo de frutas tem influência na redução da inflamação intestinal, mas algumas específicas podem ajudar na produção dos hormônios do sono como kiwi, uva e cereja.

O que fazer para comer melhor

Referência da unidade de onco-hematologia do Hospital das Clínicas UFBA (Universidade Federal da Bahia), a nutricionista Catarina Lobo explica que uma boa alimentação é sinônimo de equilíbrio e não de dietas restritivas. “Quando pensamos em uma alimentação equilibrada, imaginamos a presença de todos os grupos alimentares (carboidratos, proteínas, lipídios, além das vitaminas e minerais) em quantidades suficientes para garantir o funcionamento do nosso corpo”, diz.

Segundo ela, a alimentação está em tudo o que o corpo é capaz de fazer e produzir. “Um bom exemplo é o nosso cérebro. Quem já teve dificuldade de concentração quando passou do seu tempo habitual de comer? Quem já apresentou dor de cabeça ao esquecer de beber água? Quem já teve uma lentidão ao ingerir uma preparação mais calórica e em maior quantidade do que o seu habitual?”, exemplifica.

Lobo diz que muitas pessoas ignoram a importância de ter hábitos alimentares saudáveis até se depararem com situações de saúde que merecem mudança de rotina alimentar. “Algumas recomendações simples, como ajuste de ingestão hídrica, introdução de alimentos fontes de fibras (frutas, leguminosas e hortaliças) e redução de sal ou álcool parecem ser uma sentença de uma vida chata e problemática para algumas pessoas. No entanto, aquelas que encaram este desafio percebem melhoras importantes na saúde.”

Via UOL

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