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Mulheres indígenas fazem ato em Brasília por mais direitos e contra ‘marco temporal’

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Mulheres  indígenas acampadas em Brasília saíram às ruas, em marcha, na manhã desta sexta-feira (10), para pedir por “mais direitos” aos povos originários e protestar contra o chamado “marco temporal” sobre a demarcação de terras, que está sendo julgado no Supremo Tribunal Federal (STF).

Às 9h, o grupo deixou o acampamento, no gramado da Funarte, e seguiu pelo Eixo Monumental e pela via W3 Sul. Durante a manifestação, o trânsito ficou parcialmente bloqueado. As vias foram totalmente liberadas às 12h.

O destino foi a Praça do Compromisso, na 704 Sul, onde um monumento homenageia o índio da etnia pataxó Galdino Jesus dos Santos, queimado vivo por cinco jovens de classe média, em 1997, na Asa Sul. Por volta das 10h30, o grupo chegou ao local e, próximo ao monumento, queimou um boneco que, segundo os manifestantes, representava o presidente da República,Kair Bolsonaro (sem partido).

Está acontecendo em Brasília a Segunda Marcha das Mulheres Indígenas entre os dias 7 e 11 de setembro, com apoio de diversas instituições como Anmiga ( Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade) e APIB.

Essa segunda Marcha tem como tema ” Mulheres originárias: Reflorestando mentes para a cura da Terra” que reúne cerca de 4 mil mulheres para discutir assuntos como: direito das mulheres indígenas, território, demarcação, marco temporal, violência, mudanças climáticas e etc. Além de ser um espaço para apoio e resiliência de diversos povos( cerca de 150 etnias) e mulheres indígenas, é um lugar para os rituais, resistências e manifestações.

Além disso, elas estão acompanhando o julgamento sobre o Marco Temporal em que os ministros vão decidir sobre a validade da tese do marco temporal em que os povos originários, caso seja reconhecida, só podem reivindicar terras que ocupavam até 5 de outubro de 1988, conforme a data da promulgação da Constituição Federal.

O que a gente quer é dar visibilidade pra esse movimento, e focar na luta das mulheres indígenas do Acre que foram pra lá. “A gente quer mostrar as lutas delas e a representatividade do estado e dos povos Indígenas, em especial, as mulheres originárias do Acre”.

A 1ª Marcha das Mulheres Indígenas ocorreu em Brasília, com o tem tema: “Território: nosso corpo, nosso espírito” que aconteceu no mês de agosto de 2019. Então a marcha segue sendo uma forma de dar visibilidade para as mulheres indígenas e queremos mostrar que a delegação das mulheres originárias estão lá representando.

Algumas das principais lideranças acreanas que estão presentes na Marcha como: Edna Shanenawa, Mukani Shanenawa, Valdirene Huni Kuin, Marlene Oliveira Rodrigues Kaxinawá, Iakupã Apurinã (artista, cantora e compositora indígena).

Via-G1

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Redação Juruá Online

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