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Coluna Ritinha Andrade – Mulheres constroem outras mulheres

Através de muitos movimentos sociais, a sociedade feminina conseguiu que a Organização das Nações Unidas (ONU) declarasse 08 de março como o Dia Internacional da Mulher e, desde então, essa data se transformou em uma espécie de reservatório de manifestações, que transborda e toma o mês de março inteiro. Com todo esse transbordamento, nos conectamos com milhares de mulheres que constroem outras mulheres, principalmente pela força que as fazem tecerem suas histórias. Histórias essas, que também foram e são escritas por mulheres com deficiência, por isso, irei lançar luz sobre algumas delas e apresentá-las para vocês.

        Começo pela Magdalena Carmen Frida Kahlo Calderón ou simplesmente, Frida Kahlo. Na infância, Frida adquiriu uma poliomielite que a causou dificuldades de andar em uma das suas pernas. Mas, aos 18 anos, quando foi vitima de um acidente de ônibus e teve graves problemas de saúde a sua deficiência intensificou-se. A partir daí, ela segue o caminho da pintura, pinta inúmeros quadros e se consagra como a primeira artista mexicana a ter sua obra exibida no Museu do Louvre. Ela não é mais viva, mas, atualmente, é vista como uma das maiores artistas que o mundo já conheceu. 
        Outra mulher com deficiência que nos deixou um forte legado foi Hellen Adams Keller. Com menos de 2 anos de idade, Hellen ficou cega e surda. O começo essa dupla condição foi difícil, mas com a ajuda da professora Anne Sullivan, que foi contratada por sua família e que era cega Keller aprendeu a lidar com a sua deficiência. No entanto, ela foi a primeira cega e surda a conquistar um diploma de nível superior (formou em filosofia). E, tornou-se também uma escritora e uma ativista norte-americana que lutava, principalmente em prol das pessoas com deficiência.  
        E a última é a brasileira Maria da Penha Maia Fernandes. Ela é cearense, farmacêutica e hoje, é uma das maiores representantes de movimentos feministas. Ao contrário de Frida e Hellen, a deficiência (paraplegia) de Maria da Penha foi ocasionada pelas agressões do ex-marido. Ou seja, foi vítima de violência doméstica. Mas, a mesma resistiu, lutou por justiça e deu a volta por cima criando, com o seu nome a Lei que defende todas as mulheres contra violências. 
        Mais que exemplos, mais que superação, elas são mulheres! Mulheres que levantam outras. Mulheres que constroem outras. Mulheres que nos transformaram em seus reflexos. Mulheres que quiseram e querem que os seus direitos sejam garantidos. Portanto, quando você for falar sobre histórias femininas não deixe de lado as mulheres com deficiência, porque elas também foram e são personagens da composição mundial.
Frida Kahlo
Hellen keller
Maria da Penha

Ritinha Andrade

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Redação Juruá Online

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