Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram

Mais de 100 mi de doses de vacinas foram descartadas em países subdesenvolvidos

Imunizantes contra Covid-19 foram inutilizados por causa do prazo de validade e das más condições de armazenamento, diz Unicef

_________________Publicidade_________________

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) afirmou nessa quinta-feira (13) que os países menos desenvolvidos rejeitaram mais de 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 só em dezembro de 2021. Essa situação expõe a dificuldade da vacinação global.

O principal motivo dos descartes por parte dos países subdesenvolvidos foi a proximidade do prazo de vencimento dos imunizantes. As vacinas seriam distribuídas pelo Covax, o consórcio de vacinas liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) que visa a garantir a entrega de doses às populações mais carentes.

Outro problema é a falta de geladeiras apropriadas. Mesmo as nações que mais precisam de vacinas muitas vezes não conseguem armazená-las corretamente a tempo de usá-las. Parte das doses rejeitadas no fim do ano passado eram da AstraZeneca, doadas pela União Europeia com validade de menos de dez semanas após a chegada ao país de destino.

A informação veio de uma representante do Unicef numa sessão do Parlamento Europeu. A recusa de doses mostra como é difícil vacinar amplamente a população mundial, mesmo com o Covax tendo aumentado a entrega para 1 bilhão de doses em 150 países.

Por causa da falta de estrutura, mais de 30 países em desenvolvimento usaram menos da metade das doses que receberam. A Nigéria, país mais populoso da África, foi um deles. No fim de dezembro, o governo local destruiu mais de 1 milhão de doses vencidas de vacinas contra a Covid-19. Na época, o ministro da saúde nigeriano declarou que não iria mais aceitar carregamentos de imunizantes com prazo de validade curto.

Segundo os dados da OMS, os governos de nações desenvolvidas já conseguiram imunizar em média 67% de suas populações, enquanto que, nas nações menos desenvolvidas, apenas 8% receberam a primeira dose.

Via-CNN

Compartilhe:

Share on facebook
Share on twitter
Share on whatsapp
Share on linkedin
Share on telegram
Redação Juruá Online

Redação Juruá Online

Notícias Relacionadas