29 de junho de 2022   |   07:02  |  

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Mãe denuncia racismo após filho ser fantasiado de macaco em escola

Mãe relata que professora escolheu criança, que já estava com fantasia de palhaço, para usar uma máscara de macaco em escola municipal.

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Uma mãe denuncia que o filho de três anos foi vítima de racismo em uma escola municipal em Itaquera (SP), ao professoras o escolherem para usar uma máscara de macaco, mesmo a criança já tendo ido fantasiada de palhaço para o evento que teria na unidade de ensino. O caso ocorreu na última sexta-feira (27). 

Segundo a mãe relatou nas redes sociais, a criança estuda no Centro Educacional Infantil (CEI) Monte Carmelo II e há uma semana foi realizada a festa de aniversariantes do mês na unidade, cujo tema era cir

“Estávamos ansiosos […]. Recebi o bilhete sugerindo o envio das crianças com fantasia, máscaras ou pinturas faciais do tema”, relatou na web. 

A mulher então comprou para o filho uma calça, gravata, escolheu uma camisa que combinasse e o menino foi fantasiado de palhaço. “Tinha nariz de palhaço, as bochechas e até os olhinhos pintados. Minha sogra, que mora na praia, enviou também itens para a caracterização do nosso palhacinho”, escreveu a mãe. 

De acordo com ela, o menino estava super animado e feliz com a fantasia. Ela, inclusive, fez registros dele todo sorridente antes dele entrar na escola neste dia e postou as fotos em sua rede social, comemorando a felicidade do filho em estar caracterizado de palhaço para o evento. 

Porém, depois a mãe foi surpreendida ao receber o link de uma publicação da escola em que o filho estava usando máscara de macaco. “No sábado minha sogra me enviou um link do Instagram da escola e me perguntou se era ele no vídeo, pois mesmo que ele estava caracterizado de palhacinho, ainda sim, com apenas 3 anos, foi escolhido e vestido por uma máscara de macaco, para atuar em uma apresentação musical na frente de todos os amiguinhos da escola”, lamentou a mãe. 

A mãe ainda destacou que ver o vídeo foi muito dolorido para ela e que agora espera que haja justiça pelo ocorrido. “Me doeu como mulher preta, mas me dói o dobro como mãe de um filho preto. Como explicar para todas as crianças da escola que viram meu filho com a máscara de macaco e ouviram o trecho da música: ‘você virou, você virou um macaco’, que era uma atração e não a realidade?. Como explicar após a apresentação que eles não podem chamar o amiguinho preto de macaco?”, questionou. 

Relato da mãe repercutiu na web

A mulher ainda afirmou que é difícil pensar até quando pessoas pretas serão escolhidas “equivocadamente” – como justificou a escola a ela – para representar um macaco. Ela conta que a escola inicialmente apagou os comentários contrários ao vídeo e a bloqueou, e, por fim, desativou a página da unidade de ensino. “Saber que ninguém o protegeu daquele momento me dói mais ainda. Até quando?”, escreveu.

Em nota, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Educação (SME), informa que o caso será apurado e a Diretoria Regional de Educação (DRE) notificará a Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela unidade para esclarecimentos, sob risco de penalização, conforme legislação. A DRE afirma que está à disposição da responsável pela criança.

Por Terra Notícias

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