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Líder indígena do Acre diz que ministro de Meio Ambiente envergonha o Brasil na COP-26

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O coordenador da Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá (OPIRJ) e ex-secretário estadual dos Povos Indígenas, Francisco Piyãko, classificou como vergonhosa a declaração de  Joaquim Leite, ministro do Meio Ambiente, no plenário da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP-26), em Glasgow, na Escócia. Leite afirmou nessa quarta-feira, 10, que  “onde há muita floresta há muita pobreza!”

Para o líder indígena do Acre, “nos envergonha muito um ministro de estado compreender a Amazônia deste jeito, principalmente perante à Conferência da ONU sobre o clima. O ministro Joaquim Leite precisa conhecer a Amazônia brasileira, seus valores e suas riquezas, ele está no lugar errado para tratar de um bem tão precioso para o mundo e para a vida”.

Segundo Piyãko, a visão dos povos nativos é totalmente ao contrário do que o ministro está argumenta. “Onde há floresta, há muita riqueza!”, citou.

No mesmo  discurso, o ministro defendeu o programa Floresta+, no qual pequenas propriedades recebem uma quantia compensatória por preservar uma proporção razoável de cobertura vegetal.

“Para promover o desenvolvimento sustentável da região, criamos o Programa Nacional de Pagamentos por Serviços Ambientais Floresta+, que busca fomentar o mercado de serviços ambientais, reconhecendo e remunerando quem cuida de floresta nativa”, afirmou o ministro.

A ex-presidente do Ibama, Suely Araújo, que atualmente é especialista sênior de políticas públicas do Observatório do Clima,  considerou  um absurdo o ministro usar esse programa para exaltar as ações do governo durante a COP-26.

“O projeto piloto do Floresta+ foi tocado pessoalmente pelo ministro quando estava ainda como diretor. Ele tem US$ 96 milhões de dólares parados desde março de 2019, e até agora nenhuma família recebeu dinheiro. A previsão é só 2022, para um dinheiro que está liberado pelo Fundo Verde do Clima desde o início do governo Bolsonaro”, pontuou.

Via-Ac 24 horas

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Redação Juruá Online

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