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Justiça mantém condenação de advogada que chamou açougueiro de ‘neguinho’ em supermercado de Rio Branco

Advogada deve pagar R$ 3,5 mil a funcionário de supermercado. Defesa diz que está recorrendo da decisão.

Mesmo com recurso para reverter a decisão, a Justiça manteve a condenação contra a advogada Valdete de Souza a pagar R$ 3,5 mil de danos morais por ter ofendido um açougueiro no supermercado Mercale, em Rio Branco, durante atendimento em março do ano passado.

A decisão da 2ª Turma Recursal dos Juizados Especiais foi publicada no Diário da Justiça de sexta-feira (23) e foi por unanimidade.

Segundo o processo, a advogada alegou ter sido tratada de forma grosseira quando pediu para tirar a pele de uma peça de carne. Chegou a entrar em contato com o gerente do mercado e recebeu um pedido de desculpas pelo aplicativo de mensagem.

Depois do ocorrido, ela decidiu entrar com um processo contra o supermercado porque o funcionário fez um boletim de ocorrência alegando injúria racial. Valdete disse que o boletim “desabonava sua imagem profissional” e pedi reparação por parte do supermercado.

Na audiência, o funcionário contou que a advogada o chamou de “neguinho” e ele solicitou ser chamado pelo nome ou por sua função de açougueiro.

Em seguida, ela repetiu no atendimento: “ei neguinho, é pra fazer do jeito que eu pedi”. Novamente, ele repetiu sobre não ser chamado de “neguinho”, então nesse momento ela se alterou, mas argumentando: “olha aqui a cor da minha pele, eu também sou morena”.

Ela pediu que outra pessoa terminasse o atendimento, porque não queria ser mais atendida pelo mesmo homem. Uma testemunha confirmou a versão contada pelo açougueiro. Ao invés de condenar o supermercado, a Justiça entendeu que a situação foi criada pela própria advogada.

A juíza Luana Campos disse que “o fato de o açougueiro ter sido ofendido em razão de sua raça é um incidente gravíssimo e sob nenhuma justificativa a empresa pode obstar que qualquer um de seus colaboradores usufruam de seus direitos legais”.

O advogado de Valdete, Ribamar Feitoza, disse que vai recorrer da decisão e que não entende a decisão.

“Nós não compreendemos como o Mercale não participa da audiência, não contesta a ação e, mesmo assim, julgam uma ação favorável ao Mercale, mesmo o Mercale não dando suas versões dos fatos. Isso fere a lei, porque diz que quando você não contesta a ação é julgado a revelia”, diz.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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