1 de julho de 2022   |   08:06  |  

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Janssen ou Pfizer: estudo descobre qual vacina tem maior eficácia

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Por Canal Tech

Para avaliar o efeito protetor das vacinas contra a covid-19, um grupo de pesquisadores franceses comparou a eficácia dos imunizantes da Janssen (Johnson & Johnson) e da Pfizer. Os resultados indicam que as fórmulas com mRNA (RNA mensageiro), como a da Pfizer, desencadeiam uma melhor resposta imune. Vale destacar que as duas vacinas são aplicadas no Brasil.

  • Publicado na revista científica Journal of the American Medical Association (Jama), o estudo foi desenvolvido por pesquisadores da French National Health Insurance e calculou a efetividade — a eficácia do mundo real — das vacinas na população francesa, a partir do Sistema Nacional de Dados de Saúde do país.

“Embora a vacina Ad26.COV2.S (Janssen) tenha mostrado uma eficácia de 85,4% contra a covid-19 grave ou crítica no seu principal ensaio, a sua eficácia na população geral contra a hospitalização por covid-19 foi estimada em aproximadamente 68%, em comparação com aproximadamente 90% para vacinas de mRNA”, detalham os autores sobre as principais descobertas do estudo.

Em outras palavras, a efetividade de uma dose da vacina da Janssen foi estimada em 68%, enquanto a da Pfizer foi calculada em 90%. Além disso, os pesquisadores apontam que os resultados sugerem a importância da aplicação de uma segunda dose nos imunizados com a fórmula da Janssen.

Entenda a comparação

Na pesquisa, os cientistas franceses incluíram 689,2 mil participantes vacinados com a Janssen e 689,2 mil com a fórmula da Pfizer. A média de idade foi de quase 66 anos (65,8). Os dados de saúde dos indivíduos foram acompanhados, em média, por 54 dias a partir do 28° dia da imunização.

Segundos autores do estudo, “os participantes dos dois grupos [Janssen e Pfizer] foram pareados individualmente de acordo com idade, sexo, área de residência (100 áreas) e data da vacinação completa”.

Após analisar os dados médicos, “o risco de hospitalização em decorrência da covid-19, a partir do dia 28 após a injeção, foi 5,2 vezes maior em indivíduos vacinados com Ad26.COV2.S (Janssen) em comparação com aqueles vacinados com BNT162b2 (Pfizer)”, detalham os pesquisadores.

Vale observar, no entanto, que os dados usados no estudo foram coletados até o dia 31 de agosto de 2021. Isso significa que os valores da eficácia do mundo real podem ser diferentes contra a variante Ômicron (BA.1) do coronavírus SARS-CoV-2, já que esta se tornou predominante no globo apenas nos últimos três meses. Por isso, doses de reforço são necessárias.

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