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Israel e Hamas concordam com cessar-fogo a partir da madrugada desta sexta-feira

Onze dias do confronto mais violento desde 2014 deixaram 232 palestinos mortos e 12 vítimas fatais em Israel

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BERLIM e JERUSALÉM — Um cessar-fogo entre Israel e o Hamas terá início às 2h de sexta-feira (20h desta quinta-feira no horário de Brasília), anunciaram o grupo islamista que controla a Faixa de Gaza e o governo israelense na noite de hoje, meio da tarde no Brasil.

Após dias de pressão internacional e esforços de mediação do Egito, do Qatar e da Jordânia, o cessar-fogo foi aprovado pelo Gabinete de Segurança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

O confronto de 11 dias deixou 232 palestinos mortos em Gaza,incluiindo 65 crianças e 39 mulheres, e 12 mortos em Israel por foguetes lançados pelo Hamas.

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O estopim para a maior onda de violência entre os dois lados desde que Israel invadiu Gaza, em 2014, foi a repressão aos protestos de palestinos contra o despejo de  quatro famílias do bairro de Sheikh Jarrah, no setor árabe de Jerusalém, ocupado por Israel em 1967.

Apesar de várias indicações de que o cessar-fogo estava a caminho, os confrontos continuaram nesta quinta, quando bombardeios israelenses mataram mais cinco palestinos na Faixa de Gaza, enquanto foguetes lançados pelo Hamas deixaram um soldado de Israel ferido.

Segundo o comunicado do Gabinete do premier Netanyahu, a proposta aceita foi feita pelo Egito, mencionando um cessar-fogo “mútulo”, e “sem quaisquer condições prévias”.

Já o Hamas declarou que “vai cumprir esse acordo enquanto a Ocupação [Israel] fizer o mesmo”, como afirmou Taher al-Nono, chefe de comunicação do líder do grupo, Ismail Haniyeh, à Reuters.

Osama Hamdan, integrante da cúpula política do Hamas, afirmou ter recebido “garantias de que as agressões à Mesquita do Domo da Rocha e a Sheikh Jarrah cessariam”. A TV Mayadeen, ligada ao grupo libanês Hezbollah, ele não detalhou quais garantias seriam essas ou como seriam implementadas. Ao Haaretz, um integrante do governo de Israel chamou a fala do integrante do Hamas de “mentira completa”.

Países da região, como Egito e Jordânia, desempenharam papel importante no cessar-fogo, já que têm interlocução com o Hamas, organização considerada terrorista pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Nesta quinta, o presidente Joe Biden conversou, por telefone, com o colega egípcio, o general Abdel Fattah al-Sisi, segundo comunicado da Casa Branca.

“Os dois líderes discutiram os esforços para conseguir um cessar-fogo que ponha fim às hostilidades atuais em Israel e Gaza. Eles concordaram que suas equipes permaneceriam em constante comunicação para esse fim, e que os dois líderes seguiriam em contato”, disse a nota.

Segundo a Presidência egípcia, o país enviará delegações a Israel, Faixa de Gaza e Cisjordânia para acompanhar a implementação do acordo de cessar-fogo.

Mais cedo, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse ser favorável a  “contatos indiretos” com o Hamas para conseguir uma trégua.

— É claro que deve haver contatos indiretos com o Hamas — disse Merkel em um fórum sobre a Europa em Berlim, lembrando que o Egito e outros países árabes já estavam fazendo isso. — O Hamas tem que se envolver de uma forma ou de outra, pois sem ele não haverá cessar-fogo.

O enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, foi ao Qatar, onde se reuniu com o líder do Hamas no exílio, Ismail Haniyeh, disseram fontes diplomáticas à AFP.

“Inferno na terra”

Mais cedo, em um forte discurso na Assembleia Geral da ONU, que discutiu a situação no Oriente Médio, o secretário-geral António Guterres voltou a pedir o fim imediato das hostilidades e disse que “se há inferno na Terra, é a vida das crianças em Gaza”. 

Mulher chora enquanto os nomes das crianças mortas nos recentes combates em Gaza são lidos em voz alta em ato de apoiadores da Palestina em frente à Embaixada de Israel, na capital dos EUA, Washington Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP - 18/05/2021
Mulher chora enquanto os nomes das crianças mortas nos recentes combates em Gaza são lidos em voz alta em ato de apoiadores da Palestina em frente à Embaixada de Israel, na capital dos EUA, Washington Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP – 18/05/2021
Tehreem Sabir, de Seattle, EUA, tem "Palestina Livre" escrita em sua mão enquanto acende uma vela durante uma vigília em solidariedade aos palestinos Foto: JASON REDMOND / AFP - 18/05/2021
Tehreem Sabir, de Seattle, EUA, tem “Palestina Livre” escrita em sua mão enquanto acende uma vela durante uma vigília em solidariedade aos palestinos Foto: JASON REDMOND / AFP – 18/05/2021
Manifestantes seguram uma faixa que diz 'pare a anexação - a Palestina vai vencer' durante uma manifestação em solidariedade aos palestinos, em Paris, França Foto: GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP - 15/05/2021
Manifestantes seguram uma faixa que diz ‘pare a anexação – a Palestina vai vencer’ durante uma manifestação em solidariedade aos palestinos, em Paris, França Foto: GEOFFROY VAN DER HASSELT / AFP – 15/05/2021
Manifestantes exibem uma faixa com os dizeres: "Liberdade para a Palestina" durante protesto, em Berlim, Alemanha Foto: JOHN MACDOUGALL / AFP - 19/05/2021
Manifestantes exibem uma faixa com os dizeres: “Liberdade para a Palestina” durante protesto, em Berlim, Alemanha Foto: JOHN MACDOUGALL / AFP – 19/05/2021

Membros da comunidade palestina no Chile protestoam em frente à Embaixada de Israel contra as operações militares de Israel em Gaza e em apoio ao povo palestino, em Santiago. Chile é o quarto maior destino das comunidades palestinas e o primeiro fora do Oriente Médio Foto: MARTIN BERNETTI / AFP - 19/05/2021
Membros da comunidade palestina no Chile protestoam em frente à Embaixada de Israel contra as operações militares de Israel em Gaza e em apoio ao povo palestino, em Santiago. Chile é o quarto maior destino das comunidades palestinas e o primeiro fora do Oriente Médio Foto: MARTIN BERNETTI / AFP – 19/05/2021
Pessoas marcham em apoio à Palestina rumo ao Consulado de Israel em Los Angeles, EUA Foto: PATRICK T. FALLON / AFP - 15/05/2021
Pessoas marcham em apoio à Palestina rumo ao Consulado de Israel em Los Angeles, EUA Foto: PATRICK T. FALLON / AFP – 15/05/2021
Homem segura uma bandeira palestina durante uma manifestação que marca o 73º aniversário da "Naqba" em Madrid. A "Naqba", (Dia da Catástrofe) refere-se ao dia 15 de maio de 1948 , quando o moderno Estado de Israel foi estabelecido após a guerra árabe-israelense, que levou ao deslocamento de centenas de milhares de palestinos Foto: GABRIEL BOUYS / AFP - 15/05/2021
Homem segura uma bandeira palestina durante uma manifestação que marca o 73º aniversário da “Naqba” em Madrid. A “Naqba”, (Dia da Catástrofe) refere-se ao dia 15 de maio de 1948 , quando o moderno Estado de Israel foi estabelecido após a guerra árabe-israelense, que levou ao deslocamento de centenas de milhares de palestinos Foto: GABRIEL BOUYS / AFP – 15/05/2021
Manifestantes e ativistas se reúnem para protestar contra a situação em Israel e para defender o movimento de resistência palestina perto do Monumento de Washington, na cidade de Washington, EUA Foto: TASOS KATOPODIS / AFP - 15/05/2021
Manifestantes e ativistas se reúnem para protestar contra a situação em Israel e para defender o movimento de resistência palestina perto do Monumento de Washington, na cidade de Washington, EUA Foto: TASOS KATOPODIS / AFP – 15/05/2021
Albaneses de Kosovo gritam slogans e seguram faixas contra a violência em Gaza e em apoio à Palestina livre durante uma marcha em Pristina, Kosovo Foto: LAURA HASANI / REUTERS - 14/05/2021
Albaneses de Kosovo gritam slogans e seguram faixas contra a violência em Gaza e em apoio à Palestina livre durante uma marcha em Pristina, Kosovo Foto: LAURA HASANI / REUTERS – 14/05/2021

A Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, em Foz do Iguaçu, Paraná, é vista iluminada com as bandeiras do Brasil e da Palestina, conclamando o fim da escalada de violência Foto: CHRISTIAN RIZZI / AFP - 14/05/2021
A Mesquita Omar Ibn Al-Khattab, em Foz do Iguaçu, Paraná, é vista iluminada com as bandeiras do Brasil e da Palestina, conclamando o fim da escalada de violência Foto: CHRISTIAN RIZZI / AFP – 14/05/2021
Apoiadores pró-Palestina participam de um protesto em Bruxelas, Bélgica Foto: JOHANNA GERON / REUTERS - 15/05/2021
Apoiadores pró-Palestina participam de um protesto em Bruxelas, Bélgica Foto: JOHANNA GERON / REUTERS – 15/05/2021
Um homem pinta uma bandeira palestina no chão perto do Monumento à Revolução enquanto uma mulher escreve "Palestina Livre", na Cidade do México, México Foto: HENRY ROMERO / REUTERS - 15/05/2021
Um homem pinta uma bandeira palestina no chão perto do Monumento à Revolução enquanto uma mulher escreve “Palestina Livre”, na Cidade do México, México Foto: HENRY ROMERO / REUTERS – 15/05/2021
Manifestantes se posicionam sobre as bandeiras israelenses com as palavras "terrorista" durante uma manifestação em apoio à Palestina, em Lahore, em 18 de maio de 2021. (Foto: Arif ALI / AFP) Foto: ARIF ALI / AFP - 18/05/2021
Manifestantes se posicionam sobre as bandeiras israelenses com as palavras “terrorista” durante uma manifestação em apoio à Palestina, em Lahore, em 18 de maio de 2021. (Foto: Arif ALI / AFP) Foto: ARIF ALI / AFP – 18/05/2021
Apoiadores da Palestina protestam com caixões em frente à Embaixada de Israel em Washington, EUA Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP - 18/05/2021
Apoiadores da Palestina protestam com caixões em frente à Embaixada de Israel em Washington, EUA Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP – 18/05/2021

Manifestantes seguram bandeiras da Palestina e da Síria em apoio à Palestina no centro de Manhattan, na cidade de Nova York, EUA Foto: ANGELA WEISS / AFP - 18/05/2021
Manifestantes seguram bandeiras da Palestina e da Síria em apoio à Palestina no centro de Manhattan, na cidade de Nova York, EUA Foto: ANGELA WEISS / AFP – 18/05/2021
Os iranianos queimam uma bandeira dos EUA durante uma marcha para condenar os ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, na praça da Palestina, capital de Teerã, no Irã Foto: - / AFP - 19/05/2021
Os iranianos queimam uma bandeira dos EUA durante uma marcha para condenar os ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza, na praça da Palestina, capital de Teerã, no Irã Foto: – / AFP – 19/05/2021

— Estou profundamente chocado com o contínuo bombardeio aéreo e de artilharia pelas Forças de Defesa de Israel em Gaza, que matou mais de 200 palestinos, incluindo cerca de 60 crianças —  disse. —  Os combates deixaram milhares de palestinos sem casa e forçaram mais de 50 mil pessoas a procurar abrigo em escolas, mesquitas e outros lugares da ONU com pouco acesso a água, comida, higiene ou serviços de saúde.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU anunciou  uma reunião especial sobre a situação na semana que vem. Prevista para 27 de maio, a reunião foi solicitada pelo Paquistão, país coordenador da Organização para a Cooperação Islâmica, e pelas autoridades palestinas, que reuniram assinaturas suficientes dos 47 países-membros do organismo. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse estimar que serão necessários US$ 7 milhões ao longo de seis meses para responder ao agravamento da crise de saúde na Cisjordânia ocupada e na Faixa de Gaza. Em um “apelo de emergência” lançado nesta quinta, a OMS pediu ajuda para o envio de suprimentos médicos essenciais para os territórios palestinos.

Segundo a OMS, é urgente o envio de material para cirurgias de traumatologia, assim como para combater a pandemia da Covid-19. A organização internacional também recomendou o envio de pessoal médico para atender ao grande número de feridos e ajuda ao setor de saúde mental.

via-O Globo

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Redação Juruá Online

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