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Irmãos brasileiros viajam o mundo em veleiro e acabam “presos” no paraíso

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Em 2018, os irmãos brasileiros Celso Pereira Neto e Lucas Faraco (@veleiro.katoosh) saíram para dar uma volta em seu quintal: o mar.

Filhos de navegadores, os dois passaram a infância a bordo de um barco, viajando sem parar com os pais por grande parte da costa brasileira.

Já adultos e versados na arte do velejo, decidiram desbravar sozinhos os oceanos do globo: eles entraram no veleiro de sua família, o Katoosh, e deram início a uma circum-navegação da Terra.

“Nosso plano inicial era completar a viagem em três anos”, conta Lucas, que, ao lado do irmão, deixou Ubatuba (SP) em março de 2018. “Mas, neste momento, ainda estamos navegando. Ainda não chegamos nem na metade do roteiro”.

Lucas e Neto no veleiro - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal
Imagem: Arquivo pessoal

“Decidimos viajar rumo ao oeste. Então, subimos a costa brasileira até Recife e, da capital pernambucana, fizemos uma travessia de 17 dias no mar até a ilha de Tobago. De lá, fomos pingando de ilha em ilha no Caribe e, depois, cruzamos o Canal do Panamá. No Oceano Pacífico, fomos para Galápagos, Ilha de Páscoa e Ducie Island, esta última uma das ilhas mais isoladas do mundo”.

Em seguida, os brasileiros ingressaram em um dos pontos altos da jornada: o arquipélago da Polinésia Francesa, que abriga algumas das praias mais lindas da Terra. E foi onde, graças à pandemia, ficaram presos.

Chegamos ao arquipélago há quase dois anos e, após o começo da pandemia, as fronteiras foram fechadas. E estamos aqui até este momento”, diz Lucas.

O veleiro dos brasileiros na Polinésia Francesa - Arquivo pessoal - Arquivo pessoal

“Mas demos sorte. Ficamos presos em um lugar simplesmente maravilhoso”.

Sem possibilidade de seguir viagem para outros destinos no momento, os brasileiros têm desbravado com sua embarcação, sem nenhuma pressa, os cenários de outro mundo da Polinésia: eles já visitaram ilhas como Bora Bora, Moorea e Huahine, surfaram nas altas ondas locais e mergulharam entre baleias e tubarões.

E tudo isso tendo o veleiro como casa, que lhes dá movimento, conforto e o isolamento necessário durante a pandemia: “é um barco com lugar para dormir, banheiro com chuveiro aquecido, cozinha com fogão, pia e geladeira, sala, aparelho para dessalinizar a água do mar e até uma pequena churrasqueira, o que é importantíssimo”, descreve Lucas.Lucas e Neto pescando a refeição em alto-mar

Imagem: Arquivo pessoal

Quando estão navegando, os irmãos frequentemente pescam enormes peixes, que viram refeição para dias seguidos.

E, em determinados locais, eles conseguem encontrar mercados para comprar outros mantimentos para armazenar no veleiro.

À deriva

A viagem de Lucas e Neto já foi marcada por um enorme perrengue, que ocorreu na própria Polinésia Francesa, quando o veleiro se chocou com algo grande em alto-mar (possivelmente uma baleia) e, por causa do acidente, perdeu seu leme.

“Um barco sem leme é como um carro sem direção. A gente se viu à mercê do vento”, afirma Lucas.

A dupla ficou à deriva por três dias, correndo o sério risco de se chocar com a costa de alguma ilha ou algum outro local com potencial para destruir a embarcação.

E o pior de tudo é que, neste momento, ocorreu uma tempestade enorme na região. Foi uma situação muito tensa. Tivemos que lutar pela nossa sobrevivência”.

Para tentar reassumir o controle da navegação, eles amarraram roupas, cobertores, travesseiros e outros objetos volumosos em um cabo e o jogaram na água pela popa do barco, usando-o como um freio e, assim, conseguindo influenciar a direção do veleiro.

“Com isso, pudemos chegar perto de uma ilha, onde uma outra embarcação veio nos ajudar. E, lá, conseguimos ancorar e substituir o leme”.

Os momentos lindos da jornada, porém, têm sido muito mais frequentes do que os apuros.Irmãos na Ilha de Páscoa

Imagem: Arquivo pessoal

“É difícil contar quantos momentos inesquecíveis já vivemos nesta viagem. Chegar à Ilha de Páscoa e ver aqueles moais foi incrível, assim como foi marcante visitar Ducie Island, que é uma das ilhas inabitadas mais isoladas do mundo. Provavelmente estamos entre os primeiros brasileiros a chegar lá. E também é indescritível o momento em que pudemos nadar com baleias no mar da Polinésia Francesa”.

Mesmo com diversos países se reabrindo durante a pandemia, os irmãos pretendem ficar na Polinésia até abril do ano que vem. E, depois, irão continuar com sua jornada de volta ao mundo.

“Queremos visitar a costa de destinos como o Sudeste Asiático, a Índia e o Sri Lanka. Serão países onde buscaremos viver experiências mais culturais”, diz Lucas. “E o objetivo principal é voltar ao Brasil depois de ter completado a circum-navegação”.

Via – UOL

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Redação Juruá Online

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