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Internada na UTI Covid, biomédica morre um dia antes do aniversário de 29 anos no Acre

Michele Ferreira estava internada no Pronto Socorro e morreu com pneumonia grave e infecção generalizada. Ela deixa uma filha de apenas quatro anos.

A biomédica Michele Ferreira Fontes, de 28 anos, morreu por Covid-19 na tarde desse sábado (3) em um dos leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro de Rio Branco. Neste domingo (4), Michele faria 29 anos. Ela deixa uma filha quatro anos.

O corpo está sendo velado pela família e o enterro foi marcado para às 14h. Segundo a família, depois da internação, Michele foi diagnosticada com pneumonia e adquiriu duas bactérias dentro do hospital. A causa da morte, conforme o laudo médico, foi pneumonia grave e infecção generalizada.

Ainda segundo o tio, a família não tinha planejado nenhuma comemoração para o aniversário de Michele, mas, com certeza, os parentes iriam celebrar de maneira íntima. A família contou também que a jovem não tinha comorbidade, mas estava um pouco acima do peso.

“Estava internada no quarto andar do PS na UTI Covid, tinha uns 16 dias. Iria fazer a traqueostomia. O óbito não foi por Covid, fizeram o exame e deu indetectável”, disse o tio da jovem, Dilermando Ferreira Fontes.

“Nossa família é muito unida, nos organizamos rapidinho. Não tinha nada previsto, mas com certeza iríamos sim fazer algo”, lamentou.

Diagnóstico

Michele começou a sentir sintomas leves do novo coronavírus e foi à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do 2º Distrito de Rio Branco. Ela fez um exame, recebeu a medicação e foi liberada para fazer o tratamento em casa. Cinco dias depois, a equipe da UPA ligou avisando que o exame tinha dado positivo para a Covid-19.

“Só que foi piorando, ficou com falta de ar e levamos para o Into. Fizeram uma tomografia e constataram que estava com 30% do pulmão comprometido e seguiram com a medicação via oral. Mas, ela seguiu com falta de ar, e levamos para o Into, que não tinha vaga e levamos para o PS. Como ela estava muito baqueada, a médica arranjou um lugar para ela e ficou aguardando uma vaga na UTI”, relembrou.

Enquanto aguardava uma vaga na UTI, os médicos do PS fizeram um novo exame e o resultado foi indetectável para a Covid-19. Quando surgiu uma vaga, Michele deu entrada na UTI, mas o quadro se agravou devido à pneumonia e a infecção.

“Não tinha pressão alta, diabetes, nada. Estava um pouco acima do peso. Tinha uma filha de 4 anos, que era muito apegada a ela. Acho que ela pegou na Fundação [Hospitalar] porque ficavam com meu irmão e ela que estava com ele. Depois descobrimos que na frente do leito do meu irmão tinha um paciente com Covid. Acreditamos que foi isso porque depois que ela pegou aqui em casa mais duas pessoas pegaram”, frisou.

O tio recordou que Michele estava esperando um concurso para começar a trabalhar. Enquanto isso, cuidava da família e da filha de 4 anos. Fontes descreve a sobrinha como uma pessoa alegre, divertida, amiga e vaidosa.

“Gostava de se arrumar, de arrumar a filha dela. Sempre alegre, animada e nunca vi ela triste, não demonstrava tristeza ou raiva. Estava sempre animada”, concluiu.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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