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Índios fecham a BR 364 em Feijó contra o Marco Temporal, que altera legislação de terras indígenas em todo o país

O ponto mais polêmico desse projeto, trata do Marco Temporal e prevê que só poderão ser consideradas terras indígenas aquelas que já estavam em posse desses povos na data da promulgação da Constituição, 5 de outubro de 1988, passando a exigir, dessa forma, uma comprovação de posse, o que hoje não é necessário.

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A manifestação de indígenas em Feijó iniciou na manhã desta quarta-feira,30, na ponte do Rio Envira, principal acesso ao município. O local foi interditado com galhos de árvores e pessoas e a estrada só é liberada a cada 2 horas para tráfego de veículos, sendo fechada pelo mesmo período em seguida. Uma grande fila de veículos se formou ao longo da rodovia.

Eles são contra a aprovação do Projeto de Lei 490/ 2007, que altera a legislação da demarcação de terras indígenas em todo o país.

O ponto mais polêmico desse projeto, trata do Marco Temporal e prevê que só poderão ser consideradas terras indígenas aquelas que já estavam em posse desses povos na data da promulgação da Constituição, 5 de outubro de 1988, passando a exigir, dessa forma, uma comprovação de posse, o que hoje não é necessário. O texto ainda flexibiliza o contato com povos isolados, proíbe a ampliação de terras que já foram demarcadas e permite a exploração de terras indígenas por garimpeiros.
Aproximadamente 500 índios das aldeias Shanenawa, Aldeia Cardoso, Aldeia shaneKaiá, Aldeia Vitória e Aldeia 2 irmãos estão na manifestação.

Há várias semanas, indígenas de diferentes etnias do Brasil, tem se manifestado em frente a Câmara dos Deputados em Brasilia, contra a aprovação Marco Temporal. Na terça-feira (22/6), data que estava prevista a análise do projeto pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). Houve uma manifestação que teria sido reprimida com balas de borracha e gás lacrimogêneo, deixando principalmente indígenas feridos.
Através do caminhoneiro Emerson do Gás, natural de Cruzeiro do Sul, a equipe do Juruá Online teve acesso à informações do movimento, que ocorria de maneira pacífica. Uma das lideranças indígenas, Mário, comentou sobre a reivindicação. “Nós estamos aqui reivindicando o não Marco Temporal. Porque se votar esse projeto aí acaba com a mãe natureza, acaba com a nossa terra. E é por isso que nós estamos aqui fazendo essa manifestação pacífica. Quero agradecer aos caminhoneiros. Quero agradecer a todos que estão aqui parados, compreendendo os nosso direitos. Queremos que a constituição seja respeitada. De duas em duas horas liberamos a estrada para os veículos, quando até as 15 horas nossa manifestação estará concluída”, garantiu.

Veja o vídeo:

Redação Juruá Online

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Redação Juruá Online

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