22 de maio de 2022   |   11:14  |  

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Indígenas Yanomamis desaparecidos podem estar em fuga dentro da mata

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Uma pista sobre o paradeiro de 24 Yanomamis da aldeia de Aracaçá , na região de Waiakás, em Roraima, apontou que eles podem estar andando pela floresta, fugindo da violência de garimpeiros locais. A informação foi dada por indígenas de tribos Palimiú, que fica perto do local. De acordo com o jornalista André Shalders, os indígenas já teriam sido localizados pela Polícia Federal e Ministério Público Federal.

A comunidade indígena Aracaçá, do povo Yanomami, em Roraima, teve suas casas queimadas. Os índios também haviam denunciado o estupro e a morte de uma indígena de 12 anos, além da atuação ilegal de garimpeiros. 

De acordo com informações publicadas pelo portal IG, os ianomâmis contaram ao presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena e Ye’kuana (Condisi-YY), Júnior Hekurari Ianomâmi, que todos os integrantes da aldeia estão andando na floresta em busca de um novo local para a reconstrução de suas moradias. 

O dirigente afirmou que a comunidade de Aracaçá está sendo dizimada. Ele estimou que, em 2018, a aldeia tivesse cerca de 45 indígenas, mas restaram apenas 24. 

“Estamos buscando testemunhas do que aconteceu. Acreditamos que os indígenas de Aracaçá estão vivos e fugiram. Lá na aldeia, há sinais de incêndios que acredito terem sido feitos durante ritual de cremação dos corpos das vítimas. Consultei pelo menos cinco anciãos que fizeram cremação a vida toda e eles me disseram que muito provavelmente foi o que aconteceu”, disse.

Em nota, a Fundação Nacional do Índio (Funai) disse não ter localizado indícios de crime de homicídio ou estupro na Terra Yanomâmi de Aracaçá. Mas órgãos responsáveis por ações relativas a indígenas continuam a investigar a denúncia.

A Funai é presidida pelo delegado federal Marcelo Augusto Xavier da Silva, que, em 24 de janeiro de 2019, no governo Bolsonaro, ganhou o cargo de assessor especial de Nabhan Garcia, presidente licenciado da União Democrática Ruralista (UDR). Nabhan é considerado um dos maiores inimigos das demarcações de Terras Indígenas dentro do governo.

No dia 28, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu uma apuração rigorosa da denúncia sobre as mortes de ianomâmis e de estupro da menina de 12 anos.

No dia em que PF e MPF foram até a aldeia, o Hekurari Yanomami estava com ele
Ele conversou com os yanomamis “desaparecidos” de vcs

Esta nota foi publicada por ele no Instagram pic.twitter.com/3pZUmvgnJe

Por Brasil247

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