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Indígenas voltam a protestar em Brasília contra marco temporal para demarcação de terras

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Às 14h15, os indígenas saíram do acampamento montado desde domingo (22), a dois quilômetros do Congresso Nacional, e iniciaram a marcha, pelo Eixo Monumental. Eles seguem até o STF, na Praça dos Três Poderes, e carregam faixas com frases como “terra protegida” e “não ao marco temporal”.

Desde a altura do Teatro Nacional, as vias N1 e S1 foram interditadas. A Polícia Militar do DF acompanha o protesto. Até a última atualização desta reportagem, não havia registro de incidentes.

Mobilização

Samara Pataxó, advogada indígena e assessora jurídica da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que acompanha o ato, explica o posicionamento do grupo: “Nós, povos indígenas, estamos mobilizados para dizer não ao marco temporal, porque ele é um critério limitador e desconsidera completamente diversos processos históricos vividos pelos povos indígenas, nos quais muitos foram impedidos de estar em seus territórios na data da promulgação da constituição federal”

“Esse julgamento vai definir o futuro da demarcação indígena no Brasil”, diz a advogada indígena que representa uma comunidade do extremo sul da Bahia.

Indígenas marcham pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, até o STF onde deve ser julgado marco temporal para demarcação de terras, nesta quarta-feira (25) — Foto: Carolina Cruz/ G1

Indígenas marcham pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília, até o STF onde deve ser julgado marco temporal para demarcação de terras, nesta quarta-feira (25) — Foto: Carolina Cruz/ G1

A Apib também está em Brasília para denunciar casos de violência nas aldeias. Um dossiê elaborado pela associação cita que há 10 lideranças de diferentes estados que sofrem “perseguição e ameaças”. Segundo a Apib, o documento foi entregue na Embaixada da França.

Jaque Guarani-Kaiowá, de Mato Grosso do Sul, destaca o impacto do garimpo nas comunidades. “A exploração ameaça a continuidade dos territórios do povo Guarani-Kaiowá. A terra está envenenada, a água secando. Tudo que conseguiram explorar, exploraram até hoje. Mas ainda há muito o que preservar, por isso estamos aqui”, diz a liderança indígena.

Acampamento indígena

Acampamento Pela Vida reúne 6 mil indígenas no DF contra marco temporal e em defesa da democracia — Foto: Kamikia Kisedje/Acampamento Pela Vida

Acampamento Pela Vida reúne 6 mil indígenas no DF contra marco temporal e em defesa da democracia — Foto: Kamikia Kisedje/Acampamento Pela Vida

O acampamento “Luta Pela Vida”, que reúne cerca de 6 mil indígenas de 170 povos, segundo os organizadores, foi montado na Praça da Cidadania, atrás do Teatro Nacional, no último domingo (22). A previsão é que o grupo fique até sábado (28) no DF, enquanto acompanha a votação sobre a demarcação de terras.

Via-G1

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Redação Juruá Online

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