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Madri cogita toque de recolher contra segunda onda do novo coronavírus

As autoridades regionais de Madri estão avaliando se um toque de recolher é necessário para conter uma segunda onda do novo coronavírus em um dos maiores focos da Europa, disse hoje (20) Enrique Ruiz Escudero, principal funcionário de saúde da área.

"Um toque de recolher significaria que em algumas horas não haveria mobilidade, como a França fez, por exemplo", disse Enrique Escudero à agência de notícias espanhola Europa Press.

Na semana passada, a França determinou um toque de recolher em Paris e mais oito cidades das 21h às 6h.

Ruiz Escudero disse ainda que as autoridades regionais de Madri não têm poder de impor um toque de recolher e terão que solicitá-lo ao governo central.

O governo espanhol, de liderança socialista, declarou estado de emergência de duas semanas no dia 9 de outubro para impor um lockdown parcial dentro e nos arredores da capital, o que significa que as pessoas podem sair de casa, mas não da cidade.

Não se espera que o decreto governamental seja renovado quando expirar na sexta-feira (23), disseram funcionários, levando autoridades regionais e nacionais a estudar os próximos passos depois de semanas de discórdia sobre que políticas adotar.

Ruiz Escudero informou que a região de Madri está se preparando para fazer exames de detecção de covid-19 na água dos esgotos, para estimar a prevalência do vírus entre a população da cidade. "Seria como examinar milhares de pessoas ao mesmo tempo", explicou

 

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