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Justiça do Trabalho vai analisar demissões da Embraer

Embraer justifica demissões com a crise econômica provocada pela pandemia e pelo fracasso das negociações na fusão com a Boeing. Foto: Antonio Milena/Agência Brasil Começa nesta terça-feira (22.set) a audiência de conciliação virtual do Tribunal Regional do Trabalho, da 15ª Região, que vai julgar uma ação de dissídio coletivo contra a empresa fabricante de aviões Embraer, que pede a anulação da demissão e reintegração de 2,500 trabalhadores pelo país.

 

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos alega que as demissões aconteceram sem qualquer negociação com a entidade, violando o acordo de preservação de emprego assinado em 9 de abril, durante a pandemia. A ação judicial também pede a reintegração dos trabalhadores que aderiram ao Programa de Demissão Voluntária (PDV). Por causa disso, os funcionários da Embraer estão em greve desde o dia 3 de setembro, para impedir e tentar reverter as demissões.

 

Apenas em São José dos Campos (SP), sede da Embraer, são mantidos 10 mil funcionários e mais 6 mil postos de trabalho são mantidos pelo país. "Estamos convocando os trabalhadores demitidos a virem ao acampamento para aumentar a pressão sobre a fábrica. Não vamos dar sossego para a direção da Embraer. Queremos de volta todos os empregos que foram arrancados dos trabalhadores", afirma em nota o diretor do Sindicato Herbert Claros.

 

Impactos da pandemia e parceria cancelada com a Boeing

 

A Embraer justifica as demissões devido aos impactos provocados pela covid-19 na economia global e pelo fracasso na parceria com a empresa norte-americana Boeing. Além disso, a empresa brasileira reduziu a atividade industrial para proteger a saúde dos trabalhadores durante a pandemia do coronavírus. "Também reduziu o trabalho presencial nas plantas industriais com o objetivo de zelar pela saúde dos colaboradores e garantir a continuidade dos negócios. Os três PDVs registraram adesão voluntária de cerca de 1,6 mil colaboradores no Brasil", relata a nota da Embraer.

 

A empresa também explica que no primeiro semestre deste ano a entrega de aeronaves caiu 75% em relação ao mesmo período de 2019.Além disso, a preparação e a perspectiva da parceria, não concretizada, com a fabricante de aviões Boeing provocou a duplicação da estrutura da empresa brasileira, combinado a falta de expectativa de recuperação do setor de transporte aéreo impactando sua operação.

 

"Desde o início da pandemia, a Embraer adotou uma série de medidas para preservar empregos como férias coletivas, redução de jornada, lay-off, licença remunerada e três planos de demissão voluntária (PDV)", explica o comunicado divulgado pela fabricante no começo deste mês.

 

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