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Governo aciona PF e Abin para evitar que fugitivos de prisão no Paraguai retornem ao Brasil

O governo brasileiro acompanha com preocupação os desdobramentos da fuga de 76 detentos de um presídio na fronteira Brasil-Paraguai, afirmaram ao blog membros da equipe do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo eles, o caso é complexo porque a atuação do Brasil fica limitada ao território nacional. A fuga aconteceu na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero, cidade paraguai na fronteira com Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul. Mas o grupo integra uma facção brasileira, e pelo menos 40 foragidos são nascidos no Brasil.

Como o Brasil não pode entrar no Paraguai para recapturar os detentos, o governo trabalha para descobrir se algum deles chegou a ultrapassar a fronteira. Além da Polícia Federal, a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) foi acionada para investigar o caso.

Ao longo do domingo, o presidente Jair Bolsonaro recebeu informações do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O governo suspeita que a fuga tenha começado antes de domingo, ao longo da semana passada – o que aumentaria a chance de haver fugitivos em solo brasileiro.

Na tarde deste domingo, Moro determinou o bloqueio da fronteira na região de Ponta Porã. No governo, entretanto, todos avaliam que a fronteira é permeável, e que essa medida pode surtir pouco efeito.

Mesmo com a escassez de informações iniciais, o ministro Moro deixou claro à equipe de governo que a tarefa é identificar e recapturar fugitivos que tenham entrado no Brasil.

Caso isso aconteça, a intenção é transferí-los o quanto antes para presídios federais, sob responsabilidade direta do ministério da Justiça.

 

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