Image
Image
Image
Image
Image


    #

    Variedades

    Ministro da Defesa diz que não é possível saber quanto óleo ainda pode chegar às praias

    O presidente Jair Bolsonaro foi ao Ministério da Defesa no fim da manhã desta segunda (4). Ouviu os detalhes das ações do governo para enfrentar o desastre ambiental. O ministro da Defesa disse que o acidente é inédito e por isso não é possível calcular quanto óleo ainda vai chegar às praias brasileiras.
    “Um desastre desse modo, com esse tipo de óleo, que ele não é perceptível pelo radar, pelo satélite. É difícil porque ele fica meia água, imperceptível. Nós não sabemos a quantidade derramada, do que está por vir ainda”, afirmou Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa.
    As manchas de óleo já atingiram 314 locais de 110 cidades do Nordeste e estão próximas do Espírito Santo. Nesta segunda-feira, o óleo apareceu de novo na praia de Jauá, em Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, na praia de Pedra do Sal, em Itapuã, agentes da Prefeitura tentaram limpar as manchas nas pedras. Segundo o ICMBio, moradores encontraram pequenas manchas também em Canavieiras, sul da Bahia.
    As equipes de limpeza já retiraram mais de 4 mil toneladas de óleo do litoral nordestino. As visitas ao Arquipélago de Abrolhos continuam suspensas. Mais quatro navios da Marinha, entre eles os dois maiores da frota, saíram, nesta segunda, do Rio de Janeiro com centenas de fuzileiros navais.
    “Esse acidente é totalmente inusitado. A gente ainda não tem as definições corretas. Então temos que estar vigilantes. Quanto a Abrolhos, o óleo que chegou em Abrolhos foi muito pequeno. Pode ser que fragmentos estejam ainda vagando ao sabor das correntes oceânicas, nas diversas direções que ela toma, e ela possa voltar para Abrolhos. Se voltar para Abrolhos, nós estaremos atentos. E, juntamente com ICMBio e nossos outros órgãos parceiros, estaremos lá para mitigar esse problema”, destacou Leonardo Puntel, comandante de Operações Navais da Marinha.
    Na investigação sobre a origem do vazamento, a Polícia Federal está em contato com diversos países, como Venezuela e África do Sul, para conseguir mais detalhes sobre a carga de óleo cru do navio grego Bouboulina, a tripulação e o que aconteceu na viagem até a Malásia. De acordo com investigadores, o Bouboulina fez uma operação de transferência de óleo com outro navio em águas internacionais, perto de Singapura, no Estreito de Malaca.
    A empresa Delta Tankers nega que tenha sido a autora do vazamento. Em nota, disse que tem todas as informações e documentos para provar que o Bouboulina não está envolvido. Ainda afirmou que o alegado envolvimento é ruim para a reputação e os negócios da empresa, que opera globalmente, e que, por isso, está discutindo com advogados como deve se dirigir às autoridades brasileiras. A empresa informou também que ainda não foi notificada pelo governo brasileiro. A Polícia Federal disse que já entregou a notificação à Interpol, a polícia internacional.
    “Vai ser solicitado a ela através do canal da Interpol para apresentar esses documentos, essas provas que ela alega efetivamente ter. De novo, a empresa é suspeita, a gente ainda não chegou no momento por exemplo de indiciamento”, disse Franco Perazzoni, delegado da Polícia Federal.
    O presidente do Ibama, Eduardo Bim, disse que ainda não é possível calcular os danos ambientais, mas já adiantou que os valores chegam a bilhões de reais: “o limite máximo da multa no Brasil é de R$ 50 milhões, está na lei 9.065 de 1998, mas pode ser aplicado mais de uma multa, como foi aplicado em Mariana e Brumadinho, por exemplo. Na parte cível vai envolver também os danos operacionais, não só da União, mas os estados e municípios, bem como, inclusive, pelo artigo 14 da Lei da Política Nacional do Meio Ambiente, os danos ao turismo local. Vai ser dano, assim, na casa de bilhões, com certeza”.

    banner sicredi

    banner gazin 300

    © Copyright 2015 - Empresa Cruzeirense de Telecomunicações de Rádio e TV LTDA

    Image
    Image
    Image

    PUBLICIDADE

    Image